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Alemanha

Individualismo com preocupação social

Aversos à política, jovens alemães estão mais otimistas com futuro. Pesquisadores da Universidade de Bielefeld e do Instituto Infratest de Pesquisa Social entrevistaram 2515 pessoas no 14º Estudo Shell sobre a Juventude.

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Desemprego e estagnação econômica não tiram otimismo e autoconfiança da nova geração

A juventude alemã parece preparada para enfrentar o futuro, acreditam os pesquisadores. O sociólogo Klaus Hurrelmann chega a admirar-se com o otimismo da nova geração, diante da má conjuntura econômica mundial e do alto desemprego na Alemanha.

"São jovens que querem fazer carreira. E eles querem acoplar este desejo a seus próprios interesses. Eles não agem contra a sociedade, mas também não possuem alternativa para engajar-se socialmente", diz o professor da Universidade de Bielefeld.

Nenhuma surpresa, portanto, que a tendência de afastamento da política tenha se consolidado. Somente 34% dos entrevistados declararam interesse pela política e apenas 35% mostraram vontade de votar nas próximas eleições federais, em 22 de setembro. E aqueles que ainda se envolvem politicamente, o fazem sobretudo contra a poluição ambiental ou a injustiça social.

"Os grupos que dão o tom desta nova geração querem fazer algo contra isto, com sua própria energia e força. Eles mantêm, ao mesmo tempo, grande distância do sistema partidário, da política tradicional."

Hurrelmann divide "os grupos que dão o tom" em dois: os realistas, cerca de 25% dos consultados, que priorizam o desempenho pessoal, e os idealistas pragmáticos, que preferem um engajamento social.

Ambos misturam velhos e novos valores, tudo que lhes pareça compatível com a esperada ascensão. Dedicação, desempenho, poder, família e segurança, mas também criatividade, tolerância e prazer. "Uma geração tão ambiciosa como esta de 2002 jamais foi identificada num Estudo Shell", resume o professor de sociologia.

Sobretudo no que diz respeito ao estudo, os jovens revelaram grande entusiasmo. "Temos uma verdadeira mentalidade de ascensão." Especialmente as garotas. "Elas vêem seu futuro na associação de carreira e família."

Hurrelmann acredita que não é à toa que os atuais jovens demonstram tanto otimismo. "Temos a impressão de que este comportamento vem impregnado de casa, dos pais. Os entrevistados querem educar seus filhos tal como foram educados." Ou seja, em vez de rebelarem-se contra os pais, como em gerações passadas, a juventude 2002 os tem como exemplo. "Os atuais pais merecem nossos cumprimentos", opina o sociólogo. O fato é inédito desde o primeiro Estudo Shell, realizado em 1952 para verificar o pensamento da juventude do pós-guerra.

Os pesquisadores identificaram, porém, um grupo crescente de jovens que lhes causa preocupação. "Eles querem ser alguém, mas não sabem formular suas metas e pretensões. Neste meio, fermenta uma mentalidade de exclusão, de aversão àquilo que lhes parece estranho. Este grupo apresenta um pequeno potencial para tendências de extrema-direita. Seus integrantes são vítimas sobretudo das desvantagens do sistema educacional e têm dificuldade de superar a situação."

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