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Economia

Indústria editorial alemã enfrenta a pior crise do pós-guerra

Órgãos da mídia alemã perdem cada vez mais anunciantes. A recessão provocada pelos atentados de 11 de setembro, a queda da Nova Economia e a crise da indústria automobilística são apontadas como principais causas.

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Prédio da Editora Axel Springer em Berlim

Diante da drástica diminuição de anúncios, a editora alemã Axel Springer, o maior conglomerado jornalístico da Europa, excluiu qualquer chance de aumentar faturamento e lucros este ano, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira (28), em Berlim. "Trata-se da pior crise da imprensa desde a Segunda Guerra Mundial", avaliou o presidente da editora, Mathias Döpfner. Em 2001, o grupo já diminuíra seu faturamento em 1,3% para 2,864 bilhões de euros, ecerrando o ano com um prejuízo de 198 milhões de euros.

De acordo com dados divulgados pela Associação Central do Setor Alemão de Propaganda, a receita de propaganda dos órgãos alemães de mídia caíu 7,3% no ano passado, diminuindo para 21,68 bilhões de euros. Os jornais registraram uma redução de 14% e as emissoras de TV uma queda de 5,1% nos anúncios.

Além dos efeitos do atentado de 11 de setembro, a crise no setor de propaganda também foi provocada pela instabilidade da Nova Economia, a queda das cotações nas Bolsas de valores, o corte de empregos e a diminuição de propagandas de automóvel, conforme analisa a associação.