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Economia

Indústria bélica entre interesses econômicos e políticos

Sejam equipamentos de navegação para a Itália, fuzis e carabinas para os Estados Unidos ou lançadores de fumaça para a Turquia, o espectro das exportações de armas alemãs é variado.

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Tanque alemão Leopard 2 A5

Os produtos bélicos alemães têm grande demanda no exterior. Isso vale sobretudo para os navios e os veículos blindados. Entretando, segundo o perito de questões bélicas do Instituto Internacional para Conversão, de Bonn, Michael Brzoska, até agora os governos alemães foram extremamente restritivos na exportação de veículos blindados, autorizada somente a outros países da Otan ou da União Européia, com raras exceções.

Coréia do Sul é a maior importadora

O desvio mais conhecido desta regra foi, por exemplo, a polêmica venda de 36 tanques alemães para a Arábia Saudita em 1991. Ou então o atual plano de participar da formação do exército iraquiano com tanques de transporte. O relatório sobre armamentos do governo federal nomeia os países do mundo que mais recebem produtos bélicos da Alemanha.

Michael Brzoska informa que a lista dos países importadores varia muito de ano para ano. Nos últimos anos, os principais foram a Coréia do Sul, a Grécia e a Turquia; nos anos anteriores, a Indonésia e Israel.

A Alemanha tem um forte vínculo com Israel no setor bélico. No entanto, Berlim se recusou a liberar a exportação de veículos de transporte Dingo 2. A venda de três submarinos para Israel no fim dos anos 90 também foi motivo de controvérsia, após se descobrir que o plano de Israel era reformá-los para o lançamento de mísseis nucleares. Atualmente, Israel tem interesse em comprar dois outros submarinos de última geração da Alemanha.

Só 20% para países em desenvolvimento

Muitos países do mundo têm interesse no know-how marítimo alemão, entre eles a Índia. Segundo as estatísticas, o país para o qual deverá se direcionar a maior parte das exportações é a África do Sul, para onde não se permitiu a exportação de armas durante um bom tempo.

A maior parte dos armamentos produzidos na Alemanha é exportada para países da Otan ou União Européia. Com uma cota de 20%, as vendas para países em desenvolvimento são relativamente reduzidas. Isso não se justifica apenas pelo fato de as determinações de exportação de armamentos terem se tornado mais rigorosas há quatro anos. Segundo uma investigação do congresso norte-americano, os investimentos mundiais no setor bélico caíram cerca de 40% entre 2000 e 2003. Sobretudo países mais pobres gastam cada vez menos em armas.

A indústria bélica alemã exporta para mais de 100 países. Com cerca de 90 mil empregos, é um setor relativamente pequeno. Em relação ao volume total de exportações da Alemanha, ele representa apenas 1%. Por outro lado, segmentos como a indústria naval mal poderiam sobreviver no país apenas com a produção civil.

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