Indústria automotiva espera mais falências e menos lucros | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 11.01.2009
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Economia

Indústria automotiva espera mais falências e menos lucros

Dirigentes da indústria automotiva mundial preveem mais falências e fusões e menos lucros nos próximos cinco anos. Saída está nos mercados dos países emergentes, com destaque para o Brasil.

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Presidentes e diretores dos maiores fabricantes de automóveis e fornecedores de autopeças do mundo preveem um futuro sombrio para o setor nos próximos cinco anos, segundo um levantamento da empresa de consultoria KPMG divulgado esta semana em Berlim.

A pesquisa da empresa KPMG foi divulgada pouco antes do início do Salão do Automóvel de Detroit (EUA), neste domingo (11/01). O Salão de Detroit, que acontece até o dia 25 de janeiro, é um dos mais importantes do gênero no mundo.

Para o período entre 2009 e 2013, os entrevistados esperam queda no lucro e no faturamento e aumento nos números de falências, fusões e incorporações no setor automotivo. Além disso, a saturação do mercado de automóveis, que já é um problema grave, se tornará ainda maior.

Os entrevistados veem no crescimento dos mercados dos países emergentes e no desenvolvimento de novos motores duas alternativas para o setor sair da crise em que se encontra. A KPMG ouviu 200 representantes do alto escalão da indústria automobilística.

"Praticamente a metade dos consultados prevê forte oscilação nos rendimentos ou se declara incapaz de estimar a rentabilidade das empresas nos próximos cinco anos", afirmou o diretor do segmento automotivo da KPMG, Uwe Achterholt.

De acordo com Achterholt, essa parcela elevada é incomum e um mau sinal para um setor que depende em alto grau de um planejamento de longo prazo.

Brasil em alta

É nos mercados emergentes de países como China, Índia e Brasil e do Leste Europeu que estão as esperanças do setor automotivo mundial. Os entrevistados disseram acreditar que esses mercados crescerão num ritmo mais elevado do que os de outras regiões.

Achterholt lembra que, nos Estados Unidos, de cada 100 pessoas com carteira de motorista, 93 são proprietárias de um automóvel – na China, o número cai para 3. Os maiores índices de crescimento foram previstos para o Leste Europeu e para a América Latina. Entre os países do continente americano, o destaque é o Brasil, afirmam os entrevistados.

A pesquisa da KPMG saiu na mesma semana em que a brasileira Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou um crescimento de 14,5% nas vendas de automóveis – para 2,82 milhões de unidades no ano de 2008 em comparação com 2007 no Brasil. Na produção, houve alta de 8% – para 3,21 milhões de veículos.

Com os novos números, que são recordes, a Anfavea estima que o Brasil tenha passado de oitavo para quinto maior mercado de automóveis do mundo em 2008, atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha. Como produtor, o Brasil deverá consolidar o sexto lugar, atrás de Japão, China, Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul.

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