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Economia

Indústria automobilística entre modelos de luxo e cortes de empregos

Enquanto algumas montadoras ampliam sua parcela no mercado, outras terão que dispensar funcionários. As perspectivas da indústria automobilística para 2002 não se reduzem a um denominador comum.

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Phaeton: o novo modelo de luxo da VW, no Salão do Automóvel (7-17.03)

Quem visita o Salão do Automóvel, em Genebra, vê luxo puro este ano. A Volkswagen ousou dar o salto ao segmento nobre com o "Phaeton", com preço a partir de 50 mil euros. A DaimlerChrysler fez os corações dos automobilistas bater mais forte ainda com o "Maybach", preço mínimo 300 mil euros para os seus 500 HP.

Quem vê tanto brilho, supõe que a indústria automobilística vá de vento em popa. A situação certamente não é de crise, como em outros ramos mais afetados pela conjuntura fraca, mas as vendas de automóveis caíram nos últimos meses. Devido à queda da demanda, a Volkswagen pretende suspender a produção durante as férias de Páscoa, em várias fábricas européias, e outras montadoras pretendem cortar empregos. De um lado, modelos de luxo, de outro, dispensas – um estranho quadro.

Quadro difuso - "Temos realmente um quadro difuso. E por mais que gostaríamos de falar de um aquecimento da conjuntura na primavera, aqui no Salão de Genebra, temos de admitir que a situação é bem diferenciada. Há montadoras que se concentraram nos modelos de luxo e que continuam tendo muitas encomendas e produzindo muito. Mas há outras que só têm um ou dois modelos de sucesso, e essas registraram queda de vendas e encomendas", disse Bernd Gottschalk, presidente da Federação das Indústrias Automobilísticas Alemãs.

Os opostos: BMW e Opel - A BMW, por exemplo, vê confiante o seu futuro. Apesar da leve recessão mundial, a montadora de Munique espera superar, em 2002, pela primeira vez, a marca de um milhão de automóveis vendidos. A situação da Opel, com sede em Rüsselsheim, é completamente diferente. A subsidiária alemã da General Motors, a número 1 do mundo, pretende cortar, este ano, 3.400 empregos.

A situação não é diferente apenas conforme a montadora, mas também conforme o mercado. Enquanto a demanda foi mais fraca, no ano passado, na Alemanha e em parte nos Estados Unidos, ela teve um bom aumento na Grã-Bretanha, Itália, França e Espanha.

Mais de 5 milhões de automóveis nos últimos anos - Apesar dos lamentos, que às vezes parecem fazer parte da idiossincrasia germânica, a indústria automobilística alemã não vai mal. Em 2001, mais de 5 milhões de automóveis rolaram das esteiras de suas montadoras, o que aconteceu pela quarta vez consecutiva. Dois terços das exportações destinavam-se a países da União Européia.

Num mercado de grande importância como o norte-americano, os automóveis made in Germany ou em outros lugares, mas de marca alemã, continuam sendo sucesso. Sinônimo de qualidade e tecnologia de ponta, eles se impuseram contra a tendência geral do mercado. Em janeiro, as montadoras alemãs conseguiram aumentar sua parcela no mercado americano para mais de 10% pela primeira vez.

Utilitários em crise - Para o setor de utilitários as perspectivas não são tão róseas. Bernd Gottschalk conta com uma retração do mercado para caminhões, que poderá superar os 10% e refletir-se na mão-de-obra. Como os caminhões são bens de investimento, se os negócios não vão bem nos setores de transporte, construção de máquinas e construção civil, isso logo resulta em menos pedidos para as montadoras. A produção de utilitários diminuiu 22% em fevereiro, totalizando 26.600 unidades.

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