Indústria automobilística alemã reduz produção devido à crise | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 07.10.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Indústria automobilística alemã reduz produção devido à crise

A Opel, empresa do grupo GM, suspende produção nas unidades de Bochum e Eisenach. Daimler, BMW e Ford também falam em produzir menos automóveis por causa da baixa demanda, um reflexo da crise financeira.

default

Opel alega recuo nas vendas para diminuir a produção na Alemanha

A crise financeira começa a apresentar reflexos na indústria automobilística alemã. Nesta terça-feira (07/10), Opel, Daimler, Ford e BMW anunciaram que irão diminuir sua produção por causa do recuo da demanda por automóveis. Demissões não estão previstas, segundo as montadoras.

A Opel vai suspender a produção por três semanas na sua unidade de Eisenach a partir da segunda-feira que vem. Em Eisenach trabalham 1,8 mil pessoas. A unidade de Bochum, que emprega 5 mil pessoas, está parada desde a semana passada e deve retomar a produção na próxima segunda-feira.

Segundo o porta-voz Andreas Krömer, até o final do ano deixarão de ser produzidos 40 mil veículos na Alemanha. No ano passado, a Opel vendeu 1,74 milhão de automóveis na Europa, segundo números divulgados pela própria montadora, subsidiária da General Motors.

"Estamos sentindo as consequências da crise financeira", disse Krömer. "As pessoas seguram o dinheiro e não compram carros." As vendas estão em queda principalmente na Espanha, no Reino Unido e na Alemanha.

Além das unidades alemãs, a Opel também reduzirá sua produção em Gliwice (Polônia), Ellesmere Port e Luton (Inglaterra) e Saragoça (Espanha).

Daimler, BMW, Ford e VW

Também a Daimler vai reduzir a produção. "De um modo geral, é nosso objetivo manter a produção num nível reduzido", disse o porta-voz da empresa, Florian Martens. Segundo ele, a decisão afeta a produção de carros na Alemanha e na fábrica de Tuscaloosa, nos Estados Unidos.

Na maior unidade alemã da Mercedes, em Sindelfingen, as férias de Natal começarão bem mais cedo este ano. A produção vai parar já em 17 de dezembro e ainda não tem data para recomeçar em janeiro. A Ford vai diminuir a produção em Saarlouis e já dispensou 204 trabalhadores temporários, segundo a empresa.

A BMW vai reduzir sua produção em Leipzig, voltada principalmente para o mercado dos Estados Unidos. A fábrica vai parar por quatro dias no final de outubro e 2,8 mil carros deixarão de ser fabricados, disse um porta-voz. Em toda a Europa, 40 mil carros deixarão de ser produzidos.

A intenção da empresa é transferir parte da sua produção para a China ou a Rússia. Segundo um porta-voz da BMW, a produção deverá ser cada vez mais determinada pela demanda. Os mercados mais problemáticos são os dos Estados Unidos, da Itália e do Reino Unido.

Já a Volkswagen não planeja diminuir sua produção. Um porta-voz do grupo disse nesta terça-feira em Wolfsburg que a empresa até agora conseguiu resistir com sucesso às dificuldades de mercado. "Dispomos de muitas possibilidades de flexibilização para adequarmos nossa produção", assinalou.

Duas empresas do grupo, no entanto, anunciaram a interrupção da produção. A Seat quer fabricar 13 mil veículos a menos, para isso vai parar a produção em três unidades por uma semana. Também a Skoda vai frear a produção na República Tcheca.

Somente a Porsche e a Audi continuam produzindo normalmente porque, segundo seus porta-vozes, há demanda.

Leia mais