Indústria automobilística alemã aposta em carros pequenos | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 05.08.2008
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Economia

Indústria automobilística alemã aposta em carros pequenos

Altos preços do petróleo, relutância de compra do consumidor e queda nas exportações atingem a indústria automobilística alemã. Enquanto isso, a tendência a carros pequenos, mais econômicos, continua na Europa e nos EUA.

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Daimler lançou Smart nos EUA em 2008

Segundo a Federação da Indústria Automobilística Alemã (VDA), as exportações alemãs de automóveis no mês de julho caíram 6% em relação ao mesmo período de 2007. Além disso, pela segunda vez consecutiva, o número de novos licenciamentos no país subiu apenas 1,5% no mês passado, acresceu a federação.

"O mercado alemão continuará não permitindo a esperada dinâmica após o difícil ano de 2007", comentou a VDA. No entanto, a federação mantém seu prognóstico para o ano corrente e espera uma leve recuperação do mercado de 3,15 para 3,2 milhões de novos licenciamentos.

Especialistas consideram até mesmo esta contida recuperação otimista demais. O aumento dos preços do aço, do cobre e do alumínio prejudicam o setor. Ao mesmo tempo, a inflação e os altos preços dos combustíveis diminuem o interesse do consumidor. A Daimler pretende reduzir a produção de várias fábricas até o final de 2008 e a BMW já diminuiu seus prognósticos de lucro para este ano.

Carros menores, mais econômicos

Logo Deutsche Autos

Marcas alemãs se impõem no mercado interno

Mesmo assim, fabricantes alemães puderam elevar para 66,4% sua parcela no mercado alemão de automóveis nos primeiros sete meses do ano. Entretanto, os consumidores alemães apostam cada vez mais em carros menores, mais econômicos.

O Departamento Federal de Transportes Motorizados (KBA) informou que os licenciamentos de carros pequenos aumentaram em 17,4%. O interesse do consumidor pelo minicarro Smart, por exemplo, aumentou em 32,7%.

Segundo o KBA, é notável o acréscimo da demanda por automóveis movidos a gás liquefeito (210,6%) e a gás natural (45,3%) em relação ao ano anterior. No entanto, a porcentagem de 1% relativa a novas licenças de automóveis movidos a gás ainda é muito pequena, explicou o KBA.

No geral, a demanda de automóveis do mercado interno diminuiu cinco pontos percentuais em julho deste ano e a tendência é continuar caindo, segundo estimativas da Federação da Indústria Automobilística Alemã (VDA). Além das turva conjuntura, a VDA culpa o elevado preço dos combustíveis pelo impacto no mercado alemão.

Arrefecimento das exportações

As exportações alemãs de automóveis também sofreram uma considerável queda de 6% em relação ao mesmo mês do ano passado. O arrefecimento das exportações freou a tradicionalmente fraca produção do mês de julho, quando apenas 435.300 automóveis deixaram as linhas de montagem do país.

A boa notícia vem dos Estados Unidos, onde os consumidores também apostam cada vez mais em carros pequenos. No difícil mercado norte-americano, as marcas alemãs puderam constatar um aumento de vendas de 7%.

Enquanto isso, para enfrentar o problema da queda de vendas do mercado interno, a VDA e a Federação da Indústria Automobilística Internacional (VDIK) exigem de políticos que revejam a suspensão de abater do imposto de renda a taxa correspondente à distância percorrida entre a casa e o trabalho, assim como cobram maior clareza sobre o novo imposto de emissão de substâncias tóxicas.

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