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Economia

Indústria alemã exige flexibilidade

Após o fracasso da proposta do governo de cortar um feriado nacional para estimular o reaquecimento econômico, o debate sobre o retorno da jornada de 40 horas semanais e do trabalho aos sábados voltou a ganhar força.

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Ludwig Georg Braun: flexibilidade para estratégias individuais

A proposta de aumento da jornada de trabalho como forma de promover o reaquecimento da economia vem ganhando adesão entre representantes de diversos setores da indústria e da economia alemãs, bem como de diversos partidos políticos. A pedido da União Democrata Cristã (CDU), haverá nesta semana uma audiência parlamentar para discutir propostas como o retorno à jornada de 40 horas semanais e a inclusão do sábado como dia normal de trabalho.

Entretanto, na opinião de Ludwig Georg Braun, presidente da Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK), estabelecer por lei uma jornada fixa de 40 horas semanais seria da mesma forma um equívoco. Muito mais eficiente seria possibilitar às empresas o prolongamento ou a redução da jornada de trabalho conforme a demanda, dando-lhes flexibilidade suficiente para desenvolver estratégias individuais.

Além do mais, seria essencial permitir o trabalho aos sábados sem pagamento de hora extra, que ele considera incompatível com a atual conjuntura e nocivo para a concorrência internacional das empresas alemãs.

Flexibilidade para atender à demanda

Martin Kannegiesser, presidente da associação das indústrias metalúrgicas alemãs, também pleiteou uma jornada de trabalho "entre 30 e 40 horas semanais" com pagamento proporcional. Em períodos de baixa demanda, as empresas "deveriam poder operar com uma jornada de 30 horas semanais com respectiva redução de salário". Além do mais, "no caso de problemas de custo", deveriam poder estender a jornada para 40 horas semanais mesmo sem equiparação salarial.

Der Bundestagspräsident Wolfgang Thierse, Porträt

O presidente do Parlamento alemão, Wolfgang Thierse

O presidente do Parlamento alemão, Wolfgang Thierse, disse à DeutschlandRadio estar certo de que muitos alemães estariam dispostos a trabalhar mais para garantir seus empregos. "Precisamos nos perguntar se não seria mais lógico permitir uma maior diferenciação das regras, uma vez que não há a mesma quantidade de trabalho em todos os lugares", argumentou. Segundo Thierse, os trabalhadores do Oeste deveriam tomar como exemplo os trabalhadores do Leste, cuja jornada de trabalho é maior.

A mesma comparação foi feita pelo diretor-geral da Confederação Alemã dos Construtores de Máquinas e Equipamentos (VDMA), Hannes Hesse. Para ele, decisões envolvendo a jornada de trabalho deveriam ser tomadas diretamente nas empresas, entre empregadores e sindicatos, dependendo da demanda.

Sacrificar os sábados

A Confederação da Indústria Alemã (BDI) pleiteia ainda o trabalho aos sábados sem pagamento de hora extra. "As empresas devem poder produzir, se houver demanda, também aos sábados", disse o vice-presidente Diether Klingelberg. Da mesma opinião é o vice-presidente do Partido Liberal, Rainer Brüderle. Segundo ele, quem trabalhasse no sábado teria um dia livre durante a semana.

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