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Economia

Indústria alemã de utilitários em destaque

Mais de 1300 expositores de 40 países apresentam as novidades do setor de caminhões, ônibus e utilitários na edição 2004 do Salão do Automóvel, em Hanôver.

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Uma feira que é um espetáculo

A edição 2004 do Salão do Automóvel Utilitário (IAA), que acontece a partir desta quinta-feira (23/09) em Hanôver, conta com 1300 expositores provenientes de 40 países. Eles estarão exibindo as novidades em termos de caminhões, ônibus e utilitários. Este número representa 10% a mais do que o registrado em 2002. O aumento atesta que o setor conseguiu sair da estagnação e se recupera lentamente dos efeitos do desaquecimento da conjuntura e da queda de investimentos de infra-estrutura.

A indústria automobilística decidiu investir em novas tecnologias e no aperfeiçoamento de seus veículos com o objetivo de oferecer produtos de custo final mais acessível sem negligenciar as necessidades do mercado. Neste sentido, as alemãs DaimlerChrysler e MAN continuam na liderança mundial em diversos segmentos tecnológicos de utilitários.

Empresas alemãs de ponta

No Salão do Automóvel (que nos anos pares é dedicado aos utilitários e nos ímpares aos veículos de passeio e realizado em Frankfurt), a DaimlerChrysler exibe quatro lançamentos mundiais: um ônibus novo, duas linhas completas de caminhões e uma inovadora tecnologia de filtros para fuligem, desenvolvida para motores pesados movidos a diesel.

A fabricante de caminhões MAN também é presença importante na feira, especialmente pelo seu peso no mercado internacional. Depois de amargar um período de estagnação, o prognóstico da empresa alemã é bastante otimista e prevê um aumento significativo nas vendas, em especial nas exportações.

"Registramos um novo impulso no setor de utilitários e esperamos que não seja um efeito isolado. Nossa esperança é a de que este sinal positivo também se reflita em toda a conjuntura", declarou Georg Pachta, presidente da MAN.

Estratégias positivas

Durante o período de estagnação, as estratégias adotadas pelo setor de utilitários foram importantes para que não sofressem ainda mais os efeitos da crise, destacou o presidente da Confederação Alemã das Indústrias Automobilísticas (VDA), Bernd Gottschalk.

Pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, estruturas empresariais mais enxutas e a busca de novos mecanismos de distribuição e vendas são alguns exemplos. Atualmente, o elevado preço de matérias-primas, como o óleo, aço e alumínio, preocupam o setor, que teme que isto acabe gerando um aumento nos custos internos.

Exportação em alta

A exportação tem sido um bom caminho para a indústria alemã de utilitários. No primeiro semestre de 2004, o setor registrou um crescimento de 8% nas exportações, com a comercialização de 167 mil caminhões no valor de 3,4 bilhões de euros, conforme dados divulgados pelo Departamento Federal de Estatísticas.

Dois terços da exportação alemã (110 mil caminhões) teve como destino países da União Européia. A tendência é de que aumente ainda mais, levando-se em conta que cerca de 75% do transporte de cargas da Europa Ocidental são feitos por via terrestre e, com a ampliação da União Européia para o Leste, o fluxo de caminhões será ainda maior.

Com tais perspectivas, os expositores esperam fazer bons negócios no IAA, que prossegue até o dia 30 de setembro.

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