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Economia

Indústria aeronáutica alemã faturou menos em 2002

A crise mundial da aviação e a falência de duas grandes empresas levaram, em 2002, à primeira queda no faturamento da indústria aeronáutica alemã desde 1995. As perspectivas para 2003 não são das melhores.

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Pavilhão da Fairchild Dornier, uma das grandes falências em 2002

Os "fatores imponderáveis da política mundial atualmente" podem provocar nova queda do faturamento também este ano, segundo Rainer Hertrich, presidente da Federação das Indústrias Aeronáuticas e Aeroespaciais Alemãs (BDLI), ao apresentar o balanço anual quarta-feira (12), em Berlim. Hertrich se referia aos riscos de guerra e seus efeitos sobre a conjuntura.

A diminuição dos negócios no ano passado foi conseqüência das dramáticas perdas da aviação civil após os atentados terroristas de 11 de setembro e do desaquecimento da conjuntura. "O faturamento da indústria alemã aeroespacial caiu 7,9% em 2002, passando de 16,6 bilhões de euros para 15,3 bilhões de euros". Isso representou o corte de 1.750 empregos, 1200 dos quais somente por conta da falência da Cargolifter e da Fairchild-Dornier. O setor conta agora cerca de 70 mil funcionários.

Setor teme mais cortes de empregos

As perspectivas para 2003 não são muito róseas e a federação teme a perda de mais 4 mil empregos. No melhor dos casos, o faturamento irá estagnar no nível do ano passado. "Com uma quota de exportação de 70%, dependemos muito mais do mercado mundial do que outros setores. Nesse sentido, não nos incomoda a diminuição da demanda interna. Mas os altos custos de produção na Alemanha enfraquecem a posição dos nossos fabricantes. Aumentos salariais e das contribuições sociais acabam com o lucro", analisou o presidente da BDLI, que conta com uma melhora somente a partir de 2004.

Airbus: fator de estabilidade

Airbus A 380

O Airbus A 380

Os investimentos na fabricação do A380 da Airbus contribuíram para equilibrar o balanço de 2002. Cerca de 6 mil pessoas trabalham nesse projeto em vários lugares da Europa. Futuramente, a construção do superavião empregará 15 mil pessoas. O avião de transportes militares A-400 M também representa 10 mil empregos. Esses dois projetos são os mais importantes para a indústrias aeronáuticas alemã e européia.

Não obstante, diminuiu a produção da Airbus, que é uma subsidiária da EADS européia. Após um recorde de 325 aviões em 2001, o número caiu para 303 no ano passado. Para 2003 está prevista a fabricação de 300 unidades. O segmento de aviões militares, no qual dominam as indústrias de porte médio, permaneceu relativamente estável. Ele é responsável por 23% do faturamento do setor e 30% do quadro de funcionários.

Crise na indústria espacial

A indústria espacial européia, pelo contrário, passa por uma "grave crise", constata a federação. Com uma parcela de 9% do faturamento e pouco menos de 6 mil trabalhadores ela é o menor segmento do ramo na Alemanha. Ela estaria em um "duro processo de reestruturação" devido às perdas na área de telecomunicações e às incertezas quanto ao futuro do foguete Ariane.

O trágico acidente do ônibus espacial americano Columbia foi mais um golpe para a indústria espacial, embora não tenha conseqüências negativas para os fabricantes europeus. As esperanças estão concentradas atualmente no sistema de navegação por satélite Galileo.

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