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Eleição na Alemanha

Incerteza até o final

Em nenhuma outra eleição para o Parlamento na Alemanha houve, ainda na véspera do pleito, tanta incerteza quanto ao resultado como desta vez.

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Esta garota ainda não precisa se decidir, mas um terço dos eleitores ainda não sabe em que partido votar

O Partido Social-Democrático (SPD), do chanceler federal Gerhard Schröder (entre 37,5% e 39,5%), está ligeiramente na frente da coligação democrata-cristã e social-cristã (CDU/CSU), do desafiante Edmund Stoiber (entre 37% e 38%). Mas os dois dependem de uma coalizão para governar. Schröder já anunciou que pretende continuar governando com os verdes, que contam com 6,5% a 7,5% das intenções de voto. Stoiber aposta numa coalizão com o Partido Liberal (FDP), embora este não tenha se definido de antemão. Para os liberais, as últimas pesquisas registram entre 7% e 8% das preferências.

Pequenos decidem o destino dos grandes

Se o cômputo dos prováveis votos para esses quatro partidos já não aponta para uma maioria definida, a situação fica mais complicada ainda levando em consideração o neocomunista PDS, o único dos 24 partidos concorrentes desta vez que tem alguma chance de representação no Parlamento.

No momento, o PDS só conta com 4% a 4,5% das intenções de voto, menos do que os 5% mínimos para uma legenda entrar para o Parlamento. Mas resta a possibilidade de ele eleger deputados pelo "voto direto", o que significa que seriam criados mandatos suplementares no Parlamento, alterando também a proporção das forças. Um sucesso do PDS tornaria praticamente impossível a formação de uma das duas coalizões em debate até agora.

O fator incerteza adquire proporções maiores ainda quando se considera que cerca de um terço dos 61,2 milhões de eleitores ainda não decidiu em que partido votar.

Tropeços na reta final

Com sua atuação firme durante as recentes inundações que assolaram o leste e o norte da Alemanha, bem como com sua clara recusa de uma participação alemã num ataque militar contra o Iraque, o chanceler federal Schröder havia conseguido, de semanas para cá, conquistar preciosos pontos percentuais para seu partido, o SPD, que durante meses perdia para a CDU/CSU nas pesquisas de intenção de votos.

Em plena ascensão, o chefe de governo foi atingido em cheio pelo escândalo provocado, poucos dias antes do pleito, pela ministra da Justiça que, segundo um jornal do sul da Alemanha, comparou a política de Bush com os métodos de Hitler, agravando seriamente as já difíceis relações com os EUA.

Outro partido que sofreu um abalo com que ninguém contava a estas alturas foi o FDP. Seu vice-presidente, Jürgen Möllemann, retomou no início desta semana os ataques já formulados anteriormente contra a política de Israel e contra o vice-presidente do Conselho dos Judeus na Alemanha, Michael Friedman. Excluído dos últimos comícios dos liberais, Möllemann pode ser destituído de seu cargo no partido logo após as eleições, se não renunciar de livre e espontânea vontade, passo a que se recusa.

Quanto à ministra Däubler-Gmelin, ninguém conta mais que ela volte a compor o gabinete caso Schröder consiga vencer a eleição.

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