Incêndio obriga refugiados a fugir de campo na Grécia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.09.2016
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Mundo

Incêndio obriga refugiados a fugir de campo na Grécia

Entre 3 mil e 4 mil refugiados teriam fugido do campo de Moria, na ilha de Lesbos, e procurado abrigo em acampamentos próximos. Fogo danifica barracas e salas da administração e de serviços de saúde.

Refugiados esperam orientações de bombeiros próximo ao portão de entrada do campo de Moria

Refugiados esperam orientações de bombeiros próximo ao portão de entrada do campo de Moria

Um incêndio danificou grande parte de um dos principais campos de refugiados na ilha de Lesbos, na Grécia, na noite desta segunda-feira (19/09) e levou milhares de pessoas a fugirem do local. Segundo a polícia, entre 3 mil e 4 mil migrantes teriam abandonado o campo de Moria após o início do fogo.

A polícia acredita que os refugiados fugiram para acampamentos próximos ao local. Autoridades transferiram ainda 150 menores de idade desacompanhados para outras instalações. Segundo relatos, bombeiros teriam sido impedidos inicialmente de combater o fogo que teria começado após um confronto entre nacionalidades rivais.

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Refugiados se acumulam nas fronteiras da Grécia

"O incêndio começou nas tendas de campanha. Não houve risco para as pessoas e grande parte das chamas já está controlada, mas estamos atentos porque há ventos e é possível que recomece. Ainda não sabemos se há feridos. Todos os refugiados estão fora do acampamento", afirmou um policial.

De acordo com autoridades, quase todas as barracas do campo foram destruídas e containeres usados pela administração e para serviços de saúde também teriam ficado danificados.

As causas do incêndio estão sendo investigadas. Segundo uma fonte policial, porém, não haveria dúvidas de que o fogo foi provocado intencionalmente por moradores do local.

A Grécia está tentando reduzir a superlotação em campos de refugiados e vem sendo constantemente criticada por organizações de direitos humanos devido às condições precárias desses locais. O país abriga atualmente mais de 60 mil migrantes, a maioria deseja seguir viagem para o norte da Europa, mas foi impedida após o fechamento da rota dos Bálcãs no início do ano.

Somente em cinco ilhas próximas à Turquia, mais de 13,5 mil migrantes estão abrigados em campos com capacidade para até no máximo 7,4 mil pessoas. Em Lesbos, equipada para receber 3,5 mil refugiados, vivem cerca de 5,6 mil.

CN/afp/rtr/efe/lusa

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