Incêndio em discoteca russa mata mais de cem pessoas | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.12.2009
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Mundo

Incêndio em discoteca russa mata mais de cem pessoas

Tragédia ocorreu somente uma semana após atentado contra trem de alta velocidade entre Moscou e São Petersburgo. Governo russo descartou, no entanto, a possibilidade de atentado terrorista.

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Clube noturno tinha apenas uma saída

Mais de cem pessoas morreram vítimas de incêndio provocado por fogos de artifício em uma casa noturna em Perm, cidade situada cerca de 1,4 mil quilômetros a oeste de Moscou.

Segundo informações da agência de notícias russa Itar-Tass, um forro feito de material plástico incendiou durante um show pirotécnico realizado no local na noite de sexta-feira (5/12). A maior parte das vítimas morreu queimada ou asfixiada pela fumaça. Segundo o ministério de Catástrofes russo, outras 134 ficaram gravemente feridas.

O grande número de feridos deveu-se ao pânico que se espalhou pela multidão presente no clube naquele momento, segundo avaliação dos investigadores.

Testemunhas afirmaram que o fogo se alastrou em poucos segundos e que não havia saída de incêndio. Investigações preliminares constataram que havia somente uma possibilidade de fuga na discoteca, que também era desprovida de janelas. O proprietário e o gerente do estabelecimento foram presos.

Desrespeito à legislação

A tragédia ocorreu somente uma semana após o atentado contra um trem de alta velocidade que fazia o trajeto entre Moscou e São Petersburgo. No entanto, o governo russo descartou a possibilidade de atentado terrorista.

O porta-voz da comissão de investigação ordenada pelo chefe de governo russo, Vladimir Putin, para averiguar a catástrofe, atribuiu a causa do acidente à "violação de diretrizes contra incêndios".

O incêndio no clube noturno de Perm, cidade com quase um milhão de habitantes, chama a atenção para o descaso com que a legislação contra incêndio é tratada no país. Anualmente, morrem na Rússia 18 mil pessoas vítimas desse tipo de acidente.

CA/dpa/ap

Revisão: Márcio Damasceno

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