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Cultura

Incêndio destrói patrimônio da humanidade

Um incêndio na biblioteca Anna Amalia, em Weimar, causou danos irreparáveis ao legado literário alemão. Mais de 30 mil obras foram destruídas pelas chamas.

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Fogo destrói a biblioteca em Weimar

O incêndio na biblioteca Anna Amalia, em Weimar, na madrugada de sexta-feira (03/09) provocou perdas irreparáveis ao legado literário alemão. Estima-se que cerca de 30 mil obras dos séculos 16, 17 e 18 tenham sido destruídas. Outros 40 mil livros foram seriamente danificados pela ação da fumaça e da água usada para apagar o fogo.

Declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, em 2001, a biblioteca abrigava cerca de 1 milhão de exemplares. Muitos deles de valor inestimável, como a coleção de 3900 volumes da obra Fausto, de Johann Wolfgang Von Goethe, 2 mil pergaminhos medievais, 8400 mapas históricos, 500 manuscritos do filósofo Friedrich Nietzsche e ainda uma coleção de bíblias, incluindo a bíblia de Martinho Lutero, de 1534, que felizmente foi salva.

Com ajuda da população

As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Tudo leva a crer que o fogo tenha sido desencadeado por um defeito na parte elétrica. Tão logo as chamas começaram, a população saiu às ruas. Enquanto os bombeiros apagavam o incêndio, mais de 500 pessoas fizeram uma corrente humana para ir salvando os livros. Esta operação ajudou a resgatar mais de 1200 obras.

Im berühmten Rokoko-Saal der Herzogin Anna Amalia Bibliothek in Weimar blättert eine Mitarbeiterin der Stiftung Weimarer Klassik und Kunstsammlungen in einem historischen Atlas

Sala em estilo rococó da biblioteca Anna Amalia

Apesar de todos os esforços, não foi possível salvar todo o acervo. Toda a valiosa coleção de livros musicais, que estava na sala principal, foi queimada pelo incêndio. A ministra da Cultura, Christina Weiss, cancelou seus compromissos e viajou até Weimar para ver de perto os estragos. "A memória literária da Alemanha sofreu uma perda irreparável", lamentou.

Berço do classicismo

O local onde os livros estavam abrigados também era histórico. A biblioteca recebeu o nome de sua fundadora, a duquesa Anna Amalia von Sachsen-Weimar Eisenach, que em 1761 transformou o chamado Palácio Verde em sede da biblioteca. Ela inclusive mandou modificar totalmente seu estilo.

Edificado em 1565, a construção passou por uma reforma interna adotando o rococó. Com a ajuda de Goethe, que administrou e ampliou a biblioteca, Anna Amalia conseguiu que o lugar fosse incluído no rol das 12 bibliotecas mais importantes da Alemanha. O espaço, que abrigava obras de Schiller, Herder e Wieland, por exemplo, era considerado "berço do classicismo alemão".

Ironicamente, o incêndio na biblioteca aconteceu cinco semanas antes de o acervo ser transferido para outro lugar justamente para que o castelo pudesse ser restaurado e modernizado.

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