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Mundo

Início do fim de um modelo

Ainda com sua velha cara, Liga dos Campeões está começando. Trinta e duas equipes européias – três alemãs – buscam glória e milhões de euros. Na Copa da Uefa, 96 clubes.

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Apesar de a reforma da Liga dos Campeões já estar aprovada, a temporada 2002/2003 que se inicia nesta semana mantém a fórmula antiga. Somente a partir da próxima temporada, a segunda fase em grupos será substituída por oitavas-de-final com jogos de ida e volta.

Assim, o caminho até a final ficará quatro partidas mais curto. Na temporada deste 17 de setembro a 28 de maio, os 32 melhores times da Europa vão disputar ao todo 157 partidas. Quem chegar à final em Manchester, terá participado de 17 jogos.

Fim dos contratos recordes – Esta temporada é também a última das vacas gordas. Os polpudos contratos de televisionamento expiram ao fim dela e as emissoras de tevê ameaçam só renová-los caso haja redução nos valores. Atualmente, meio bilhão de euros chegam aos clubes da Liga dos Campeões como receita da venda dos direitos de transmissão. Responsáveis por um quinto deste volume, as emissoras alemãs RTL (sinal aberto) e Premiere (pay-tv) reivindicam abatimentos de até 50%.

As pressões vêm, porém, de tevês de todos os países europeus e ninguém duvida que haverá menos recursos na próxima temporada. Até mesmo porque as transmissões estarão valendo menos, devido ao fim do direito de exclusividade, imposto pela União Européia.

Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Bayern de Munique terão o privilégio de participar desta última farra milionária. Somente por ter se classificado para a Liga dos Campeões, cada clube receberá cerca de 2,75 milhões de euros. Uma vitória na primeira e segunda fases valerá quase 307 mil euros (empate, a metade). Quem chegar às quartas-de-final ganhará 2,45 milhões, enquanto o prêmio das semifinais está fixado em 3,07 milhões. O campeão encherá o caixa com mais 6,14 milhões, enquanto o vice embolsará a metade pela final.

Missão alemã – Os times alemães têm ainda outra missão a cumprir no cenário europeu: recuperar o prestígio do futebol nacional e reconquistar a terceira colocação no ranking da Uefa, perdida há um ano, e que levou da Bundesliga uma vaga na Liga dos Campeões. Alcançar Espanha e Inglaterra soa impossível, mas os clubes italianos vêm perdendo pontos preciosos no ranking, alimentando as esperanças alemãs de retornar ao privilegiado trio da elite européia.

Embora o técnico da Seleção Alemã, Rudi Völler, confie que todos os três representantes do país chegarão até as quartas-de-final e torça para que ao menos um chegue à decisão, a missão não será fácil. O Bayern de Munique tem no Grupo G adversários de peso. Estréia em casa contra o Deportivo La Coruña (Milan e Lens fazem o outro jogo). Para o Borussia Dortmund, o desafio começa em Londres, contra o Arsenal (Auxerre e PSV Eindhoven completam o Grupo A).

Vice-campeão europeu, o Bayer Leverkusen pegou a chave menos difícil. No entanto, está enfraquecido pela venda de Zé Roberto e Ballack e desmoralizado por suas atuações no Campeonato Alemão. A primeira partida será na Grécia, contra o Olympiakos de Pireus, do ex-corintiano Zé Elias (o Grupo F tem ainda Manchester United e o novato israelense Maccabi Haifa).

Unanimidade ou quase é o favoritismo do defensor do título, Real Madrid, que completou sua seleção internacional com a recente contratação de Ronaldo. "O Real é o grande favorito até enfrentar a gente", provoca Élber, do Bayern de Munique.

Copa da Uefa – Na segunda divisão do futebol europeu, a bola igualmente rola a partir desta semana. O Hertha Berlim é um dos primeiros a entrar em campo, contra o Aberdeen, na Escócia. Os três outros representantes alemães encaram adversários quase desconhecidos. O Werder Bremen vai à Ucrânia pegar o Metalurg Donezk. O Schalke joga na Belarus contra o Gomel. E o Stuttgart estréia em casa contra o Ventspils, da Letônia.

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