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Economia

Impulso conjuntural perderá força, adverte DIHK

Apesar dos indícios de leve recuperação da conjuntura, os empresários alemães estão céticos. Pesquisa da DIHK adverte que enquanto exportações crescem, o consumo interno enfrenta letargia perigosa.

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Mal a economia alemã começa a demonstrar sinais de recuperação, voltam as nuvens carregadas no horizonte. Pelo menos é o que prevê uma pesquisa da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK) feita entre 22 mil empresas do país e cujos resultados foram divulgados nesta segunda-feira (14). Apesar do pessimismo, a Confederação não abre mão do prognóstico de que o crescimento econômico real este ano será de 2% do PIB na Alemanha.

Apenas 19% dos questionados acham sua situação atual "boa", enquanto 54% a consideram "satisfatória" e 27%, ruim. A expectativa dos empresários para os próximos meses volta a ser marcada pelo ceticismo, adverte o economista-chefe da DIHK, Alex Nitschke: "Os prognósticos pioraram em relação ao começo do ano. No total, 18% esperam negócios melhores no correr do ano, 46% acham que fica como está e 26% acreditam que a situação irá piorar." Na última pesquisa feita pela Confederação, em fevereiro, mais de um terço dos empresários ainda demonstrava otimismo.

Conseqüências sobre o mercado de trabalho

O ceticismo reflete-se sobre o mercado de trabalho e no clima para investimentos. Um terço dos questionados pretende investir menos nos próximos meses e 30% pensam em reduzir ainda mais seu quadro de pessoal. Apenas 10%, principalmente as grandes empresas, planeja criar mais postos de trabalho. O gerente executivo da DIHK, Martin Wansleben, calcula que em 2004 sejam eliminados 100 mil empregos.

A leve recuperação econômica alemã nos primeiros meses do ano deveu-se sobretudo às exportações. Segundo a Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio, empresas que vendem para o exterior estão registrando lucros recordes. Uma situação que poderá piorar até o final do ano, segundo a pesquisa, pois as encomendas poderão diminuir por causa dos altos preços da matéria-prima, a valorização do euro e primeiros sinais de inflação.

Consumo interno estagnado

A expansão das atividades econômicas em nível mundial, entretanto, não está se refletindo no comércio interno. Na opinião de Wansleben, os responsáveis por isso são as rígidas estruturas no mercado de trabalho e a legislação fiscal. O mercado de trabalho tem de se tornar mais flexível e a Alemanha tem de voltar a ser mais atraente para os investidores, reivindicou Wansleben. Segundo ele, custos desnecessários ou falta de flexibilidade são um convite a fazer investimentos fora do país.

O gerente executivo da DIHK apelou ao governo de Berlim para que acabe com o ziguezague em sua política econômica: "As reformas têm de ser implementadas de forma disciplinada. Só assim voltará a haver esperança de crescimento saudável para a plantinha chamada conjuntura."

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