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Brasil

Imprensa internacional alerta sobre vírus zika no Brasil

Publicações repercutem aumento de casos da doença a duas semanas do Carnaval e 200 dias dos Jogos Olímpicos. Para "The Guardian", eventos internacionais podem fazer com que vírus se espalhe para outras partes do mundo.

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Dejailson Arruda e a filha com microcefalia, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), em dezembro de 2015

O aumento dos casos do vírus zika no Brasil ganhou destaque na mídia internacional nos últimos dias. Uma série de publicações lembra que, além de lutar contra a dengue e a febre chikungunya, as autoridades brasileiras batalham agora contra o vírus relacionado à microcefalia em recém-nascidos.

O jornal inglês The Guardian trouxe na edição desta terça-feira (19/01) matéria intitulada "Brasil minimiza ameaça do vírus zika de olho no Carnaval e Jogos Olímpicos do Rio". O periódico aponta que o alerta internacional em relação ao zika veio à tona duas semanas antes das celebrações do Carnaval em âmbito nacional – "um destaque do calendário do turismo do Brasil", e 200 dias antes dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

A publicação diz, ainda, que especialistas em saúde não têm certeza de por que o vírus se espalhou tão rapidamente no Brasil, mas alertam que "grandes eventos turísticos podem dar a oportunidade do vírus se multiplicar e se espalhar para outras partes do mundo".

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O jornal The New York Times escreveu no último fim de semana que os "mosquitos estão sendo mais espertos que seus oponentes humanos, um desafio ressaltado pela decisão dos EUA ao aconselhar mulheres grávidas a adiar a viagem para mais de uma dúzia de países da América Latina e do Caribe", onde o Aedes aegypti está rapidamente expandindo o alcance do zika.

O espanhol El País também tematizou o alerta dos EUA, afirmando nesta terça-feira que um dos problemas do zika é que muitos nem sequer chegam a saber que têm o vírus, já que não apresentam sintomas. "De fato, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), somente uma em cada quatro pessoas apresenta os sintomas de infecção pelo zika."

Em matéria intitulada "Brasileiros em pânico com vírus transmitido por mosquito ligado a danos cerebrais em milhares de bebês", o The Washington Post retratou na última sexta-feira casos de mães brasileiras que deram à luz crianças com microcefalia, classificando o crescimento de casos no Brasil como "alarmante".

O jornal alemão Süddeutsche Zeitung afirmou, nesta segunda-feira, que todos os meios no Brasil estão sendo usados para lutar contra o inimigo: forças especiais, veneno e, até mesmo, drones para aniquilar os mosquitos e, assim, as doenças que são transmitidas por eles. O jornal ressaltou que a dengue, porém, não é mais o maior vilão. "Desde o ano passado, as autoridades alertam muito mais sobre o vírus zika."

Com o título "Onda de infecção na América Latina", a publicação alemã Die Zeit disse, no último fim de semana, que no Brasil e na Colômbia o vírus da dengue e zika se espalham de forma vertiginosa. No final de dezembro, o Brasil foi o terceiro país a autorizar uma vacina contra a dengue produzida pela farmacêutica Sanofi Pasteur, destacou o jornal. "Até o momento não há uma vacina contra o vírus zika", acrescentou, apontando a suposta correlação do vírus com os casos de microcefalia.

A revista alemã Focus também destacou nesta terça-feira que o crescimento "dramático" do número de infectados por dengue e zika no Brasil. No último ano, o número de infecções de dengue registradas no país chegou a 1,649 milhão, quer dizer, um aumento 178% em comparação a 2014, destacou. Em relação ao zika, o periódico ressaltou que mais de 3.500 casos de microcefalia foram registrados no país desde outubro, os quais podem estar ligados ao vírus.

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