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Economia

Imprensa europeia destaca período de incerteza na Grécia

Jornais noticiam referendo como vitória de Tsipras e derrota de Merkel. Alemão "FAZ" diz que resultado tornará vida dos gregos mais difícil. Inglês "The Guardian" fala em pesadelo para "elites dominantes da UE".

"A primeira grande derrota de Merkel!" É o destaque do jornal alemão Bild nesta segunda-feira (06/07). O primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, “dispensou Merkel como um sargento dispensa seus soldados durante a primeira semana de treinamento”, prossegue o diário, zombando do pacote de ajuda dos credores e da queda de braço com Atenas: “Agora Tsipras tem a chanceler na palma da mão.”

O diário Die Welt segue o mesmo raciocínio, classificando o referendo como uma “perda” para a Europa e “uma derrota” para Merkel. O texto ressalta que a chanceler já foi reconhecida pela sua habilidade de negociação, mas “não teve sucesso” no caso de Tsipras.

“Mesmo que ninguém queira admitir neste país, esta derrota não ocorreu somente por causa do comportamento irracional de Atenas”, escreve o jornal.

Não importa quem é o culpado, escreve o Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), o “não”, que representa a opinião de mais de 60% dos votantes, vai fazer a vida ficar mais difícil para 100% dos gregos.

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“O abastecimento de medicamentos e outros bens poderiam ficar escassos”, escreve o periódico. “Fazer pagamentos pessoais será difícil, mesmo pequenos pagamentos como iTunes frequentemente falham. As prateleiras dos supermercados estão esvaziando lentamente.”

Agora, os líderes europeus estão “agitados”, reporta o britânico The Guardian, com a “enxurrada de encontros” acontecendo nesta segunda-feira em meio a desdobramentos que ainda não estão claros. É certo, no entanto, diz o jornal britânico, que este resultado é uma “esmagadora vitória” para o primeiro-ministro grego, “que desafiou o poder de Alemanha, França, Itália e o resto da zona do euro” e representa “um pesadelo para as elites dominantes da União Europeia”.

O periódico espanhol El País escreveu que se trata de uma forte contribuição da atual democracia grega, que tem apenas 41 anos. Porém, ressalta que o que vai acontecer depois requer “um exército de adivinhos.” No entanto, uma coisa é certa, pelo menos para o francês Le Monde: mais e mais economistas acreditam que é “pouco razoável” pensar que a Grécia vai pagar de uma vez a soma colossal de 322 bilhões de euros enquanto retoma seu crescimento.

“Agora vem a parte mais difícil”, escreve o The New York Times. “A Grécia arrisca pagar um alto preço por esta decisão.” Apesar da vitória esmagadora para a popularidade de Tsipras, e possivelmente, por extensão, para o sistema grego de democracia, vai ser mais difícil lutar por um novo acordo com os credores.

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