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Economia

Imprensa europeia destaca corrupção na Petrobras

Jornais falam em "crise existencial" da estatal. Britânico "The Guardian" diz que empresa foi "caixa eletrônico" do PT, e suíço "Neue Zürcher Zeitung" acusa governos Lula e Dilma de levarem petroleira à ruína.

A renúncia da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e o escândalo de corrupção na maior empresa brasileira foram tema da imprensa europeia nesta quinta-feira (05/02).

O jornal suíço Neue Zürcher Zeitung destaca que bastou o boato de que a presidente e a diretoria da Petrobras deixariam seus cargos para as ações da empresa petrolífera subirem 15%.

O diário afirma que, com a troca do comando, os investidores esperam que a empresa possa ser salva antes de cair na irrelevância. "Corrupção e superfaturamento levaram a empresa a uma crise existencial."

Ainda assim, a alegria dos investidores pode ser passageira, afirma o diário suíço, pois Graça Foster não é a principal responsável pelo caos na Petrobras. Segundo o jornal, ela apenas executou o que Brasília havia determinado. "Ela disse ser leal a Dilma e a mais ninguém", afirma.

"Isso foi fatal para empresa, que há seis anos era uma das estrelas entre as petrolíferas com ações negociadas nas bolsas de valores. Em cerca de uma década, os governos Lula e Dilma levaram a empresa à ruína. Eles a usaram para sua política financeira e industrial. Além disso, deixaram empresários, políticos e diretores corruptos depenar a empresa", continua o jornal.

Já o britânico The Guardian trata o caso Petrobras como o maior escândalo de corrupção da história brasileira. O jornal diz que a saída de Graça Foster deve aumentar a pressão sobre Dilma, que já tem problemas para animar uma "economia moribunda" e enfrenta denúncias de que seu partido usou a estatal como "caixa eletrônico" para suas campanhas.

"Escudo político" de Dilma

Em tom parecido, o espanhol El País lembra que a saída da cúpula da estatal não é o único problema de Dilma, destacando a seca no Sudeste e a estagnação econômica. O jornal afirma que Foster atuava como espécie de "escudo político" da presidente brasileira e lembra que a Petrobras perdeu um terço de seu valor de mercado.

O francês Le Monde afirma que o escândalo na Petrobras pode ter efeito sobre a economia nacional. E que a questão agora é saber se a estatal conseguirá sobreviver e voltar a ser companhia que era no início da década, quando arrecadou 70 bilhões de dólares com oferta pública de ações.

Já o jornal de economia alemão Handelsblatt destaca que, em dez anos, uma rede desviou 4 bilhões de dólares, sobretudo em benefício de políticos e deputados do governo de esquerda da presidente Dilma.

A Petrobras é acusada de superfaturar contratos, escreve o jornal. O dinheiro obtido dessa maneira foi inicialmente lavado por meio de outras empresas e depois usado para corrupção, continua. O Handelsblatt lembra que Foster é uma amiga de longa data de Dilma.

AS/ots

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