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Mundo

Imprensa elogia Köhler e critica forma da escolha

Candidatura de Horst Köhler a presidente da Alemanha é elogiada pela imprensa. Enquanto jornais alemães refletem a indignação da opinião pública sobre o debate em torno à escolha, europeus comentam sua sucessão.

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Köhler, ao anunciar sua renúncia na direção-geral do FMI

Ao comentar a escolha do ex-diretor-geral do FMI como o candidato da oposição à Presidência da Alemanha, o jornal sensacionalista Express faz a mesma pergunta que a maioria dos alemães: "Horst Köhler — nunca ouvi este nome, quem é?". É urgente neste país que se dialogue sobre a cultura política, que está em situação miserável, lamenta o diário de Colônia. "É inadmissível que a escolha do candidato a presidente tenha se dado de forma semelhante a uma desenfreada busca por algo útil num cesto de pechinchas", conclui.

Um dos jornais que publicam elogios a Köhler é o Handelsblatt, especializado em economia: "Köhler é uma solução de emergência, que até poderá se revelar como um feliz acaso. Este homem traz em sua bagagem de Washington a compreensão internacional das relações econômicas, o que um político normalmente não aprende em sua carreira", observa o diário. "Um trunfo que o ajudará a esclarecer os alemães sobre a necessidade de reformas sociais e sobre o que é globalização, encerrando assim sua autocontemplação", escreve o jornal de Düsseldorf.

Procura-se um presidente dos corações

A população tem razão ao criticar as querelas que envolveram a busca por um nome de consenso da oposição, escreve o Bild em sua edição desta sexta-feira. "Na realidade queríamos outro, mas acabamos ficando com este", foi a impressão deixada pela União Social Cristã, União Democrata Cristã e o Partido Liberal. Köhler é um excelente perito em finanças e um político experiente. O que, no entanto, não é tão positivo é que seja praticamente desconhecido da população alemã.

Até agora, era um homem do dinheiro. Se for eleito, tem que se tornar um presidente dos corações, escreve o Bild, referindo-se ao cargo de chefe de Estado na Alemanha. O país enfrenta uma grave crise, por isso precisa de um presidente que explique as mudanças, apazigúe a raiva e desperte compreensão para as reformas. A principal arma de um presidente são suas palavras. E usá-las adequadamente será seu principal desafio, comenta o jornal de maior circulação na Europa.

Repercussão na imprensa internacional

Candidato dos democrata-cristãos apenas no papel, sua escolha foi de fácil aceitação pelos liberais, opina o holandês Algemeen Dagblad. O fato de ser inexpressivo politicamente não pode ser confundido com uma falta de opiniões. Pelo contrário, em negociações, ele revela-se ser da linha dura, que não se constrange em dizer as mais duras verdades ao adversário.

Nos EUA, ele conquistou respeito ao advertir para o alto endividamento. Em vista do alto déficit orçamentário alemão, no futuro Köhler terá de se conter, pois o cargo de presidente tem um caráter acima de tudo representativo, adverte o jornal.

Especulações sobre sua sucessão

Ao anunciar que aceita a candidatura, nesta quinta-feira (4/03), o alemão de 61 anos comunicou também a sua renúncia à direção-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), cargo que ocupa desde 2000. Sua sucessão é motivo de especulações pela imprensa européia, já que tradicionalmente o posto mais alto no Fundo é deixada a um europeu, enquanto o do Banco Mundial é escolhido pelos Estados Unidos.

"A um ano do fim de seu mandato, Köhler foi nomeado candidato a presidente da Alemanha. Talvez sua escolha seja um bom sinal às reformas econômicas necessáriasno país, mas o mundo sairia perdendo se houver a mesma polêmica sobre sua sucessão", escreve o britânico Financial Times. É preciso acabar com a tradição de 55 anos de ocupar as principais posições do FMI e do Banco Mundial observando a nacionalidade e não seus méritos.

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