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Mundo

Imprensa avalia chances de Sarkozy e Royal no segundo turno

Jornais destacam vantagem do ex-ministro sobre a candidata da oposição e observam que, com a derrota de Jean-Marie Le Pen, não houve surpresas no primeiro turno da eleição presidencial francesa.

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Nicolas Sarkozy (e) obteve 31% dos votos e Ségolène Royal atraiu quase 26% dos eleitores

Os eleitores franceses decidiram neste domingo (22/04) que o conservador Nicolas Sarkozy, do partido situacionista UMP, e a oposicionista Ségolène Royal, do Partido Socialista, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 6 de maio. Sarkozy obteve 31,18% dos votos e Royal, 25,87%.

O comparecimento às urnas foi o terceiro maior desde o início das eleições diretas para presidente em 1965. Partiiparam 83,77% dos 44 milhões de eleitores registrados.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, se declarou satisfeito com o baixo percentual de votos do extremista de direita Jean-Marie Le Pen. Durante um encontro de ministros da União Européia em Luxemburgo, Steinmeier disse que é tranqüilizador saber que grupos radicais tenham sido claramente derrotados nas eleições.

Para o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, é bom para a União Européia que três candidatos pró-Europa tenham obtido três quartos dos votos, se referindo a Sarkozy, Royal e ao centrista François Bayrou. A alta participação dos eleitores foi "fenomenal", afirmou. Ele disse ter se sentido aliviado com a derrota de Le Pen, a qual classificou como excelente para a União Européia.

O resultado das eleições na França foi destaque na imprensa européia nesta segunda-feira (23/04). Para alguns jornais, como o espanhol El Mundo, Ségolène dificilmente conseguirá reverter a vantagem de Sarkozy no primeiro turno. Leia a seguir algumas análises sobre o tema.

Frankfurter Allgemeine Zeitung (Alemanha): Desta vez não houve surpresas no primeiro turno das eleições presidenciais francesas, como acontecera em 2002, quando o radical de direita Le Pen tirou o candidato socialista Jospin da corrida. (...) Para o segundo turno, em 6 de maio, muita coisa dependerá da inclinação dos eleitores de Bayrou. O seu partido (UDF) é tradicionalmente incluído entre os partidos de direita. Aparentemente, seu plano de invadir também as fileiras da esquerda não deu certo. Isso aponta para uma vitória de Sarkozy.

Süddeutsche Zeitung (Alemanha): Até agora, a campanha eleitoral transcorreu predominantemente no modelo "todos contra todos". A partir desta segunda, quando começa o turno final, o slogan é: todos contra Sarko. O ex-ministro do Interior, que considera um elogio ser chamado de "homem forte", fez muitos inimigos. Entre eles homens importantes, mas também os que se fazem de importantes, e que estiveram com ele no governo.

Times (Inglaterra): O próximo turno oferece uma grande chance. Caso a França esteja interessada numa mudança, escolherá Sarkozy e compreenderá que suas palavras, por mais codificadas que possam parecer nos próximos 14 dias, são um pedido por um mandato de ação. Mas se a França quiser seguir "enrolando", o que seria errado, então apoiará Royal.

El Mundo (Espanha): Nicolas Sarkozy será o novo presidente da França se conseguir ganhar os votos dos eleitores do centro. O resultado do primeiro turno significa um claro sucesso para ele. Sarkozy superou as expectativas e vai para o segundo turno com uma clara vantagem sobre Ségolène Royal. Ele obteve uma vantagem de mais de 5%, distância que a socialista dificilmente conseguirá superar em duas semanas.

Corriere della Sera (Itália): Então será Sarkozy contra Ségolène. Essa será uma apaixonante disputa voto a voto, assim como foi a campanha eleitoral até aqui. Ainda que eles pertençam a espectros políticos diferentes, representam uma renovação da classe política e uma nova maneira de fazer política. (...) O grande derrotado do primeiro turno foi Jean-Marie Le Pen.

Tages Anzeiger (Suíça): O potencial de votos de Royal para o segundo turno é limitado. Os eleitores da extrema esquerda certamente votarão nela, mas eles chegam a apenas cerca de 11%. Entre os eleitores de Bayrou, ela também poderá encontrar votos, mas isso também vale para Sarkozy. Nessa situação desconfortável, resta a Royal apenas uma chance: em vez de continuar tentando convencer com o seu controverso programa, ela precisa transformar o segundo turno num plebiscito contra Sarkozy. Mas é questionável se a solução "Tudo menos Sarkozy" vai ao encontro das expectativas dos eleitores. (as)

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