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Eleição na Alemanha

Imprensa analisa resultado das eleições

Jornais analisam as incertezas que pairam sobre o futuro político alemão após as eleições, observam as posturas de Schröder e Merkel e apontam uma Alemanha "à procura de um governo".

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O pior resultado para as reformas

"Esta eleição terminou praticamente empatada – para as reformas, não poderia haver resultado pior. Devido a uma campanha errônea e receosa, Angela Merkel, desperdiçou a vantagem inicial que tinha e acabou praticamente empatada com o atual chanceler federal. Gerhard Schröder conseguiu mais uma vez se safar, depois de três anos de estagnação econômica e uma política exterior desordenada. É improvável que um governo dirigido por Merkel tenha a credibilidade e a autoridade necessárias. Se Schröder ainda tiver um pouco de princípios, ele deve fazer uma aliança com Merkel. Da ala de esquerda, ele ouvirá com certeza outros conselhos. Uma Alemanha desunida estará em terreno perigoso."

( The Times, Londres )

Alemães preferem reformas moderadas

Os alemães tendem para a esquerda. Eles parecem preferir uma reforma moderada como a da Agenda 2010 a mudanças radicais no sistema social, planejadas pela direita. O resultado da eleição leva a crer na possibilidade de uma grande coalizão, que, nos anos 60, foi uma experiência negativa. Entretanto, nos últimos tempos, havia de fato uma grande coalizão, já que os democrata-cristãos têm maioria no Parlamento. Desta forma, pode-se deduzir que uma grande coalizão é bem provável. Para a União Européia, o que importa é que a sua maior potência econômica obtenha um governo que a faça novamente crescer."

( El País, Madri)

Schröder saiu vitorioso

"Com a decisão de antecipar as eleições, Gerhard Schröder passou a ser considerado pelos alemães como alguém que se preocupa com o futuro da nação, sem se ater à idéia de poder. Nas últimas semanas, ele diminuiu a desvantagem que tinha em relação à coalizão CDU/CSU e conseguiu evitar, com um empate, uma derrota inevitável no ano que vem, e aí está a sua vitória."

( Kommersant, Moscou)

Cenário de horror

"O maior presente eleitoral de Merkel para Schröder foi a nomeação de Paul Kirchhof como seu eventual ministro das Finanças. Com seu instinto infalível para o clima eleitoral no país, o enfraquecido chanceler federal aproveitou-se dos descuidos do 'professor de Heidelberg' com a política tributária e construiu um cenário de horror de um dissolução desumana do Estado de segurança social. A coalizão CDU/CSU reagiu muito tarde a esta estratégia."

( Neue Zürcher Zeitung, Zurique)

França-Alemanha: mais pena que inveja

"A Europa sai enfraquecida com este resultado. Com um Jacques Chirac desacreditado após o resultado do plebiscito para a Constituição da UE e uma Angela Merkel enfraquecida com os resultados de seu partido, que foram piores que o esperado, a parceria franco-alemã provoca mais pena que inveja. A Alemanha pertence agora ao clube de nações em que radicais e insatisfeitos impedem uma mudança política normal e tornam impossíveis as reformas políticas de longo prazo. Pelo menos a extrema direita sumiu da cena política. Entretanto, o Partido de Esquerda, uma emaranhada coalizão 'antiliberal' , diminui as chances do SPD de voltar ao poder."

( Libération, Paris)

A incerteza é total

"Com isso ninguém contava: a União Democrata Cristã na corda bamba, sem saber se será a facção mais forte no Bundestag. A incerteza é total acerca da composição do próximo governo. Se os resultados permanecerem como estão, estes serão os terceiros piores índices da história da CDU. Uma coalizão entre SPD, Verdes e Partido de Esquerda, até agora rejeitada por todos os lados, teria uma clara maioria no Parlamento. Uma maioria tem também a coalizão dos grandes, que vem sendo, porém, revidada tanto por Gerhard Schröder quanto por Angela Merkel."

( Der Spiegel)

Tudo em aberto

"Claro é que tudo está em aberto. Esta eleição tem dois vencedores e dois perdedores. E cada um dos dois vencedores pode ainda pode se transformar em perdedor. E cada um dos perdedores ainda pode vir a ser vencedor. A Alemanha está dividida em dois blocos políticos de peso quase idêntico: democrata-cristão-liberal aqui, social-democrata-verde acolá. Claro é que a atual coalizão verde-social-democrata perdeu a maioria. Gerhard Schröder só se manteria como chanceler federal se fosse feita uma coalizão entre seu partido SPD, o Liberal (FDP) e o Verde. A mesma possibilidade de levar consigo liberais ou verdes tem também Angela Merkel. E, se nada disso der certo, resta a possibilidade de uma coalizão entre os grandes CDU e SPD."

( Der Tagesspiegel)

Mais cuidado com os adversários no futuro

"Se Schröder ou Merkel, fato é que os dois precisarão, no futuro, tomar mais cuidado. Tanto com os correligionários quanto com os inimigos. Quem caminha de vento em popa são os rivais internos da presidente da CDU, Angela Merkel. Diga-se de passagem, não porque ela seja uma mulher da ex-Alemanha Oriental. Isso já era conhecido quando as pesquisas de intenção de voto ainda previam sua vitória triunfal. Não se trata de razões emocionais. A candidata desperta a impressão de pretender implementar no país uma troca de sistema, abandonando o capitalismo alemão ocidental em direção ao Estado da segurança privada e à privatização dos grandes riscos. Do que ela não se deu conta: o capitalismo alemão ocidental não é uma invenção socialista. Fica evidente que há um amplo consenso social, que prefere não ver o direito do mais forte, já dominante de fato, ser ainda cimentado ideologicamente."

( taz, die tageszeitung)

Sucessores de Merkel rondam

"Antes que as negociações em prol de uma coalizão comecem, já vão começar as intrigas contra Angela Merkel. É possível que seus dias estejam também contados na presidência da União Democrata Cristã. Glória transitória, assim se esmaece o brilho de uma campanha eleitoral. A candidata Merkel é cercada por sucessores. Ela é uma Angela sem pátria. A formação de uma coalizão ainda vai ser mais tensa que a própria campanha eleitoral. Muita coisa é possível e quase nada é impossível. Um resultado nas urnas que deixa tantas formas de coligação em aberto nunca aconteceu antes na história da Alemanha."

( S üddeutsche Zeitung)

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