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Mundo

Imprensa alemã elogia presidência européia de Angela Merkel

Jornais destacam conquistas alcançadas nos seis meses de mandato, como o acordo em torno do tratado que substituiu a Constituição, e comentam a escolha de Tony Blair para o posto de mediador no Oriente Médio.

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Angela Merkel ao lado do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso

Os seis meses de presidência alemã da União Européia encerram-se esta semana e a imprensa alemã já fez, nesta quinta-feira (28/06), um balanço preliminar do mandato – de um modo geral positivo.

É o caso do jornal conservador Die Welt, de Berlim: "Não se conseguiu expulsar da cabeça das pessoas ressentimentos antieuropeus. Mas isso era mesmo possível? De qualquer forma, a chanceler federal Angela Merkel conseguiu nos últimos meses fortalecer a imagem da Alemanha de maneira bastante clara. Ela não fez uma política ao estilo 'eu sei mais que os outros', como Schröder e Chirac, mas integrou plenamente os pequenos Estados-membros. Ela estava inacreditavelmente bem informada em questões de fundo e era até mesmo charmosa, às vezes de maneira áspera."

Também o Kölner Stadt-Anzeiger, diário regional de Colônia, elogiou a política européia alemã: "A carreta voltou a andar, mesmo que devagar. A autoridade moral e política do nosso país está fortalecida na Europa. Em muitas conversas bilaterais, Merkel e Steinmeier sondaram o que era possível, sem predeterminar soluções. Isso trouxe confiança."

O Süddeutsche Zeitung, jornal de centro-esquerda de Munique, elogiou os avanços conquistados pelos alemães e mostrou preocupação com os próximos países que ocuparão a presidência: "Grandes projetos europeus podem ser penosos. Por isso aqueles que querem levar a Europa adiante sabem valorizar o que Angela Merkel obteve como presidente da União Européia. A chanceler federal e seus ministros conseguiram em tempo recorde comprometer a Europa com a proteção do clima ou com o barateamento das ligações internacionais pelo telefone celular. E eles apaziguaram os conflitos em torno da Constituição Européia, da caça a criminosos e do crédito ao consumidor. Essa é a boa notícia ao final do mandato de Merkel. A má notícia: os alemães só voltarão ao posto em 2021. O cargo será ocupado agora por portugueses e eslovenos. Mais além, cipriotas, lituanos, estonianos e malteses terão sua chance. Com todo o respeito à capacidade de ação dos países pequenos: o governo dos países anões, normal numa UE com 27 membros, torna a Europa devagar."

Críticas e elogios a Blair

Großbritannien Tony Blair verläßt Downing Street

Tony Blair deixa a residência de Downing Street

A imprensa européia comentou a indicação do ex-primeiro-ministro bitânico Tony Blair para o cargo de mediador no Oriente Médio. Blair foi indicado pelo assim chamado Quarteto do Oriente Médio, formado por União Européia, Estados Unidos, ONU e Rússia.

O suíço Tages-Anzeiger questiona a capacidade de Blair para ocupar o posto: "O que pode, quer ou deve alcançar um Tony Blair como enviado do Quarteto do Oriente Médio? Seja ele ou seja um outro que receba a missão, ele conseguirá pouco mais do que 'ajudar' o Fatah do presidente Abbas a criar estruturas estatais e a iniciar 'grandes reformas'. Mas a ocupação prossegue, e investidos de mandatos, junto com o Fatah, são aqueles que foram derrotados nas urnas por causa de incapacidade. Além disso, Blair, na condição de 'cachorrinho de colo de Bush', não dispõe de nenhum apoio. Se alguém, na Cisjordânia, poderá lucrar com essa situação, será o Hamas."

Já o italiano Corriere della Sera vê vantagens na indicação de Blair: "Claro que a sua decisão de apoiar Bush na invasão ao Iraque teve como conseqüência evocar o ódio contra ele no mundo árabe. Mas também é evidente que o Oriente Médio sabe respeitar personalidades fortes e decididas. E Blair, afinal, negociou a impossível paz na Irlanda do Norte – e para isso ele precisou de dez anos."

O conservador Times, de Londres, vai além e defende a escolha: "Argumenta-se que o papel de Blair na intervenção militar do Iraque significa que ele não pode exercer nenhuma tarefa nessa região com razoável credibilidade. Isso é absurdo. O Iraque é totalmente irrelevante para a situação israelense-palestina. O que importa é que um enviado especial tenha a confiança das principais potências que o apóiam, que ele conheça a situação local e que Ehud Olmert e Mahmud Abbas estejam dispostos a colaborar com ele. Para isso tudo, Blair é bem preparado."

Em Genebra, o Neue Zürcher Zeitung observa: "Caso tenha sucesso, o mundo saudará o enagajamento idealista de Blair. No caso de fracasso, o escárnio e o sarcasmo são certos." (as)

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