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Economia

Imperial Tobacco compra Reemtsma por 6 bilhões de euros

O último grande fabricante alemão de cigarros foi vendido pelo grupo Tchibo à Imperial Tobacco. Graças à fusão, a empresa britânica será o quarto fabricante de cigarros do mundo.

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Marcas de cigarros da Reemstsma

Com a venda da indústria tabagista Reemtsma à Imperial Tobacco britânica, os alemães perderam o controle sobre seu último grande fabricante de cigarros, o quarto no mercado mundial. A partir de agora, o mercado alemão será dominado pelas mesmas multinacionais que se impuseram internacionalmente no comércio do tabaco: a Philipp Morris americana (36,8% do mercado alemão) e a British-American Tobacco (22,8%). A Reemstma ocupava o terceiro lugar no país, com 22%.

A Imperial Tobacco pagou mais de 6 bilhões de euros ao grupo Tchibo, que detinha a grande maioria das ações da Reemtsma, e à família dos fundadores da empresa. Tanto a Imperial Tobacco como a Reemtsma são empresas com uma tradição de mais de cem anos. A firma britânica detém as marcas John Player e Richmond e até 1996 se concentrou apenas no Reino Unido. Com a ajuda da Reemtsma, ela pretende estabelecer-se também na Ásia, Rússia, Ucrânia e Europa Oriental.

Reemtsma tem fábricas em mais de 10 países - A indústria alemã tem 11 mil funcionários, produz em mais de 10 países marcas como West, Davidoff e R1, comercializadas em mais de 100 países. Sua produção foi de 122 bilhões de cigarros em 2001, quando faturou 2,3 bilhões de euros. A Imperial Tobacco, por sua vez, teve um faturamento de 9,6 bilhões de euros no último ano fiscal (setembro de 2001) e um lucro de 978,5 milhões de euro.

A Imperial Tobacco pagará inicialmente 5,2 bilhões de euros, mais 810 milhões de euros de dividendos aos acionistas e uma segunda soma de 230 milhões de euros. Pela transação, a indústria tabagista britânica ficou também com a opção para comprar os restantes 10% da Reemstsma, que continuam em poder da Tchibo.

Este grupo comercializa café e vários produtos de consumo, em mais de 39 mil lojas e postos de venda na Alemanha. Segundo a imprensa especializada, a Tchibo poderá empregar o dinheiro para aumentar sua participação no fabricante de cosméticos Beiersdorf, cuja principal marca é a Nivea.