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Alemanha

"Impeachment não vai acontecer", diz Lula

Em Berlim, ex-presidente afirma que Dilma terminará mandato e chama processo de impeachment de golpe. Questionado sobre candidatura nas próximas eleições, Lula não descarta possibilidade.

Em visita a Berlim, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (09/12) que o processo de impeachment contra Dilma Rousseff é um "golpe" de setores que tentam "criminalizar" o Partido dos Trabalhadores (PT) e impedir que a presidente conclua o segundo mandato.

"Há uma doença mental no meu país de que é preciso destruir o Lula, senão ele vai querer voltar em 2018", afirmou em palestra na Fundação Friedrich Ebert, ligada ao Partido Social-Democrata (SPD) da Alemanha. No entanto, ao ser questionado se irá se candidatar nas próximas eleições presidenciais, Lula não descartou totalmente essa possibilidade.

"Não sei se estarei vivo e fico pedindo a Deus para que apareçam novos candidatos, com energia e que queiram mudar o país. Se alguém estiver disposto a tirar os direitos dos trabalhadores, eu não teria nenhum problema em concorrer outra vez", disse sob aplausos de dezenas de militantes do PT que estavam na plateia.

Assistir ao vídeo 01:14

Lula fala de processo de impeachment em Berlim

O ex-presidente aproveitou o momento para defender Dilma Rousseff e condenar o impeachment, que classificou como ilegal e golpe contra o Estado democrático de Direito. "E eu acho que por isso não vai acontecer", afirmou.

"Torcemos para que tudo termine logo e que a presidente Dilma possa governar o Brasil e recuperar a sua capacidade de crescimento. O país está paralisado há quase um ano", ressaltou Lula, garantindo que a presidente termina o mandato em 2018.

Ele defendeu ainda que Dilma precisa de tranquilidade para atravessar o momento de crise política e econômica, em meio a denúncias de corrupção envolvendo, sobretudo, a Petrobras.

"O processo de apuração de casos de corrupção só existe por causa do PT. Eu não sabia, a Polícia Federal não sabia, assim como a imprensa e o Ministério Público não sabiam. Durante os 12 anos em que governei o país nunca ouvi dizer que havia corrupção na Petrobras", disse.

Conferência do SPD

Antes da palestra, Lula participou da Conferência Internacional do Congresso do SPD, que contou com a presença do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz.

A 300 delegados de 40 países, Lula afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment "por vingança", já que parlamentares do PT não o apoiaram no processo que corre contra ele no Conselho de Ética da Câmara.

O ex-presidente voltou a defender Dilma, ao ressaltar que não há nenhuma acusação que pese contra ela. "Não tem nenhum ato ilegal cometido pela presidenta." Lula também criticou a votação para a escolha dos deputados que irão integrar a comissão do impeachment.

"Numa afronta jamais vista no país", Cunha não aceitou a lista dos partidos e resolveu realizar a votação secreta para compor a comissão do impeachment, disse Lula.

O ex-presidente viaja nesta quinta-feira a Madri, onde será recebido pelo rei Felipe 6° no Palácio La Zarzuela.

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