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Economia

Impasses econômicos dominam a cúpula de Johanesburgo

Subsídios agrícolas e fontes renováveis de energia são alguns dos focos de discórdia da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio +10).

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O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, inaugura a Rio +10

A questão dos subsídios agrícolas é um dos pontos de discórdia entre os países ricos e o resto do mundo. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que em 2001 a agricultura recebeu subsídios entre US$ 230 bilhões e US$ 300 bilhões, dependendo do que é considerado ou não subsídio.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prometeu, em 2001, que esta questão seria discutida até o início de 2005. Mas os países em desenvolvimento querem sair da cúpula de Johannesburgo com resultados concretos.

Energias renováveis

A União Européia quer estimular as energias renováveis e propõe que elas representem 15% da energia mundial. Mas em Johannesburgo irá se discutir, primeiramente, o que são as energias renováveis. A Agência Internacional de Energia (IEA) afirma que 14% da energia mundial vem de fontes alternativas, incluindo aí a energia hidroelétrica e a tradicional combustão de madeira.

Para se ter uma idéia, a queima de madeira para a cozinha e a calefação representa 9,5% do consumo mundial de energia. A proposta do Brasil é aumentar a participação das modernas energias renováveis – sem incluir a hidroelétrica e a madeira – para 10% até 2010.

Princípio da prevenção

Muita outras questões ambientais foram descartados da Rio +10. Por exemplo, o princípio da prevenção, decidido na Eco Rio. Ele estipula que os novos projetos industriais teriam obrigatoriamente de provar que não prejudicam o meio ambiente. Outro exemplo: a transformação do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNP) numa verdadeira organização, a fim de poder exercer controle sobre o direito ambiental.

O Japão e os Estados Unidos não querem que a cúpula de Johanesburgo vá além das metas traçadas em 2000, por 150 líderes mundiais, na chamada declaração do milênio. Essas metas incluem, por exemplo, reduzir pela metade, até 2015, o número de famintos no mundo, hoje estimado em 800 milhões, e o número de pessoas que não dispõem de abastecimento de água.

No momento, o Japão questiona todos os planos e objetivos concretos, afirmou Stephan Singer, especialista em energia do World Wide Fund for Nature (WWF). Mas ele ainda conserva o otimismo: "A cúpula está apenas começando e algumas delegações, que antes eram inimigas, estão conversando entre si".

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