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Alemanha

Impasse na luta pela Chancelaria Federal

Tanto o atual chefe de governo alemão, como sua opositora democrata-cristã interpretam o resultado das eleições de 18 de setembro como um argumento a seu próprio favor. Entre as opções, um sistema rotativo de governo.

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Schröder x Merkel: SPD ou CDU à frente do país?

Novos rounds na luta entre social-democratas e democrata- cristãos da Alemanha, após as eleições de 18 de setembro.

Gerhard Schröder afirmou não ver razão para renunciar a um terceiro mandato como chanceler federal, embora seu partido, o SPD, haja perdido as eleições parlamentares por uma margem mínima para a aliança da União Cristã (CDU/CSU): "Não há qualquer motivo para alterar minha posição, só porque parte da mídia e a oposição estão fazendo toda essa pressão sobre mim".

Segundo o chefe de governo, só nas negociações para a formação de uma grande coalizão governamental, é que se saberá quem liderará o país: "Então teremos que enfrentar essa questão, e estou certo de que ela será resolvida na hora certa", comentou.

Esperar Dresden O resultado incerto das eleições deu a partida a uma corrida para formar um governo estável. Cada vez parece mais provável a formação de uma grande coalizão, englobando o Partido Social Democrata (SPD) e a aliança entre a União Social Cristã (CSU) e União Democrata Cristã (CDU). Na semana passada, ambas as partes se encontraram para conversas preliminares, concordando em repetir a tentativa.

Entretanto, no domingo (25/09), Franz Müntefering, presidente do Partido Social Democrata, anunciou que esperará uma semana até decidir se participará das conversações.

Em Dresden as eleições tiveram que ser adiadas, devido ao falecimento de uma candidata do NPD, e só se realizarão em 2 de outubro. Entretanto a região só representa 0,3% do eleitorado. "Todo esse empurra-empurra e especulações não ajudam muito no momento", criticou Müntefering.

Nunca dizer " nunca" Durante o fim de semana, líderes conservadores e diversos colunistas, além de alguns membros do próprio SPD de Schröder, reforçaram a pressão contra o premiê para ele que abandone a competição, rompendo o impasse que paralisa a política do maior país da União Européia.

O vice-presidente dos social-democratas, Kurt Beck, declarou esperar que uma "grande coalizão", abarcando esquerda e direita, eventualmente assumirá o poder. Porém ele considera improvável que o atual chanceler federal venha a liderá-la.

"Numa democracia, nunca se deve dizer ‘nunca’, porém não podemos dizer de antemão que estamos preparados para dar esse passo", declarou Beck à revista Focus.

Sem Merkel, não acordo O secretário-geral da União Democrata Cristã, Volker Kauder, avisou que não haverá acordo sem sua líder partidária, Angela Merkel. "Parece-me evidente que o partido mais forte deve determinar quem será o chanceler. Se não houver acordo nesse ponto, não há sentido em negociações sobre uma coalizão."

O governador do Estado de Hesse, Rolando Koch (CDU), exigiu que os social-democratas retirem suas pretensões à Chancelaria Federal: "A CDU tem o direito de nomear o premiê. O SPD ainda não está preparado para aceitar isso. Schröder os mantêm sob sua influência emocional", pontificou Koch.

Job-sharing na Chancelaria Federal ? A própria Merkel afirma que a maioria alcançada por seu partido, embora mínima, justifica seu direito à chefia de governo. A CDU recebeu 35,2% dos votos, assegurando 225 assentos no Bundestag, contra 34,4% e 222 mandatos para o SPD.

Por outro lado, o virtuose da mídia Gerhard Schröder argumenta ser mais capaz do que Merkel de formar uma maioria governamental estável. Prova disso seriam os resultados surpreendentemente positivos para seu partido, mesmo após meses de cabo de guerra com os conservadores nas pesquisas de opinião. Atribui-se grande parte do mérito ao carisma de Schröder e seu desempenho soberano no debate televisivo contra Merkel, no início de setembro.

Johannes Kahrs, um dos deputados-chave do SPD, propôs uma solução inusitada para resolver o impasse: baseado no modelo adotado em Israel entre 1984 e 1988, Schröder permaneceria primeiro-ministro nos próximos dois anos, cedendo então o lugar a Merkel.

Apesar de Kahrs assegurar que a sugestão tem o consenso dos parlamentares do SPD, há dúvidas de que essa rotação esteja de acordo com a Constituição alemã. Por sua vez, os conservadores já rejeitaram a idéia.

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