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Mundo

Imigração e segurança são temas prediletos de Sarkozy

Nicolas Sarkozy batalha pela reeleição como presidente da França. Só que as pesquisas de intenção de voto indicam que ele perderá o segundo turno.

Nicolas Sarkozy, France's President and UMP candidate for his re-election, for the 2012 French presidential elections, is seen in this video grab from France 2 Television, during a televised debate with Francois Hollande (not pictured), the Socialist party candidate in La Plaine Saint-Denis, near Paris, May 2, 2012. REUTERS/France 2 Television/Handout (FRANCE - Tags: POLITICS ELECTIONS MEDIA) THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. IT IS DISTRIBUTED, EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS

Rededuell Nicolas Sarkozy

Ele aparece todos os dias na mídia francesa: seja com uma mensagem aos franceses, em contato direto com os cidadãos nas ruas ou polêmico em eventos da campanha. O francês de raízes húngaras e greco-judaicas é conhecido por falar às claras.

Nicolas Sarkozy La Courneuve 2005

Sarkozy em La Courneuve, 2005

Nicolas Sarkozy ficou famoso mundialmente em junho de 2005: na época ele visitou a família de um jovem de 11 anos, morto por uma bala perdida em uma guerra entre gangues na cidade de La Courneuve, próximo a Paris. Como ministro do Interior, ele era responsável pela segurança nos subúrbios das grandes cidades francesas, assoladas por criminalidade, desemprego e falta de perspectivas. Ele prometeu: "Aqui se impõe a expressão 'limpar com kärcher (aparelhos para limpeza com água sob alta pressão)', porque se precisa fazer uma limpeza."

Meses depois, dois jovens de famílias de imigrantes morreram eletrocutados dentro de uma casa de força ao fugir da polícia. Em resposta, quebra-quebras violentos aconteceram em vários subúrbios. Carros foram incendiados. Chegara a hora do decidido político responsável pela segurança pública Nicolas Sarkozy. Midiático, ele estava presente quando a polícia iniciou as operações. Também nessa ocasião, ele usou claras palavras: "Àqueles que incendiaram um ônibus e levaram uma criança de 18 meses ao hospital, eu digo: vocês são a escória."

Segurança interna como tema recorrente

Elysee-Palast in Paris ARCHIVBILD 2007

Palácio do Eliseu, em Paris, residência oficial e gabinete do presidente francês

Antes disso, de 1983 a 2002, Sarkozy foi prefeito da rica cidade de Neuilly-sur-Seine, nas proximidades de Paris. Como ministro do Interior no governo de Jean-Pierre Raffarin, e mais tarde – depois de um breve período como superministro da Economia e das Finanças – como ministro do Interior no governo Dominique de Villepin, Sarkozy pôde explorar seu assunto predileto: imigração e segurança interna. Quem quisesse viver na França e obter permissão de residência precisaria respeitar a lei, essa era sua clara mensagem.

No dia 6 de maio de 2007, ele foi eleito presidente da França pela primeira vez.

O antigo ministro do Interior encontrou sua linha também na política externa. Durante sua visita inaugural a Berlim, ele disse que depois de tantas provações, não poderia haver nada que colocasse em risco a relação de amizade entre França e Alemanha.

Perfil da política externa

Deutschland Frankreich Bundeskanzlerin Angela Merkel und Präsident Nicolas Sarkozy

Forte parceria: Merkel e Sarkozy

Essa amizade franco-alemã foi demonstrada com gosto pela chanceler federal Angela Merkel e pelo presidente Nicolas Sarkozy. Durante a crise da dívida na zona do euro, a ligação entre os dois tomou grandes proporções: o dueto que resgataria a Europa da crise.

Também além das fronteiras europeias Sarkozy mostrava uma política externa decisiva: por sua iniciativa, a França foi o primeiro país na Europa a reconhecer, em janeiro de 2011, o Conselho Nacional de Transição na Líbia. E Sarkozy se posicionou – ao contrário do governo alemão – a favor de ataques aéreos sobre a Líbia e contra o regime de Muammar Kadafi.

Naturalmente, o futuro da Líbia dependia dos líbios, e a França não queria decidir em seu nome, explicou Sarkozy. "Mas se interviermos pelos países árabes, que seja em nome da consciência universal, de que tais crimes não podem ser tolerados", disse o presidente francês.

Popularidade em queda

French first lady Carla Bruni Sarkozy is seen at the Elysee Palace, in Paris, France, 13 July 2010 after a tea reception with several African Leaders spouses. Fourteen African countries will be honour guest and will parade beside the French army on the Champs Elysees during the French traditional parade on 14 July 2010. EPA/LUCAS DOLEGA

Simpatia de Carla Bruni não ajudou na popularidade do marido

Apesar de tudo, a aprovação de Sarkozy já estava no fundo do poço há muito tempo. As pesquisas mostravam que os eleitores estavam interessados em saber como o futuro presidente pretendia gerar emprego e segurança social, além de manter a crise econômica sob controle. Nesses quesitos, Sarkozy aparentemente não convenceu. Nem mesmo as comoventes histórias de sua vida privada – com sua terceira esposa, a ex-modelo Carla Bruni e sua filhinha Giulia – conseguiram ajudar.

Mas em março de 2012 veio a virada – desencadeada pelos atentados de Toulouse e Montauban, nos quais sete pessoas foram mortas. "Este é um ataque à França", escreveu Sarkozy em sua "Carta ao povo francês" e voltou a seu tema preferido – a segurança interna. Como presidente, ele mostrou estadismo em tempos de crise interna – e foi bem-sucedido: Pouco tempo depois dos atentados, o criminoso foi preso. E imediatamente a seguir Sarkozy anunciou uma nova lei antiterrorismo. Sua avaliação nas pesquisas subiu novamente, e a disputa contra seu adversário socialista, François Hollande, ficou cabeça a cabeça.

Derrota no segundo turno?

Francois Hollande Kandidat Präsidentschaftswahl

Futuro presidente? O adversário François Hollande

Sarkozy não perde em se apresentar como ágil estadista, que, em sua opinião, Hollande não é. A mensagem que Sarkozy quer passar a seus eleitores é que apenas com vigor se poderá superar a crise que a França tem enfrentado nos últimos quatro anos. Às vezes até de forma patética: "A França sofreu. Mas conseguiu superar a crise porque nós atuamos. A imobilidade teria nos levado à ruína."

Mesmo assim o resultado do segundo turno deve ser desfavorável a Sarkozy, pelo menos é que o apontam as pesquisas e prognósticos. Elas mostram Hollande como vencedor – o mais tardar no dia 6 de maio.

Autora: Daphne Grathwohl (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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