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Mundo

Igreja não pode virar mesquita

Manual da Igreja Católica alemã sugere como reaproveitar igrejas em desuso no país. Comissão de bispos aconselha remanejamento para fins culturais, mas não quer que elas sejam usadas por seitas ou confissões não-cristãs.

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Igrejas antigas preferidas por compradores

Quase cem das 20 mil igrejas católicas na Alemanha buscam uma nova serventia. Fatores como a diminuição no número de fiéis, a falta de padres e os altos custos de manutenção ou restauração dos templos cristãos levaram a Conferência Alemã dos Bispos a estipular num manual o que pode ser feito com os prédios fora de uso, alguns dos quais históricos.

Também a Igreja Protestante, com suas 15 mil igrejas na Alemanha, enfrenta problemas semelhantes. "As igrejas não podem perder seu caráter especial de testemunhas da fé", advertiu o arcebispo de Colônia, Joachim Meisner, que defende o reaproveitamento à derrubada dos prédios e cita como exemplo bem-sucedido o uso de uma antiga igreja católica em Colônia pela comunidade ortodoxa grega.

Todavia, nem todos os interessados podem se considerar compradores potenciais. É o caso de comunidades islâmicas, por exemplo, embora Meisner garanta que até agora os muçulmanos na Alemanha ainda não demonstraram interesse em comprar templos cristãos.

Para o perito em liturgia Winfried Haunerland, a transformação de uma igreja em mesquita não só feriria os sentimentos religiosos dos católicos, como poderia ser interpretado pelos muçulmanos como um sinal de insegurança dos cristãos.

Proibição para seitas, cultos não-cristãos e discotecas

Pelos planos católicos, o ideal seria o remanejamento das instalações para outras necessidades da paróquia, sejam bibliotecas, centros sociais ou áreas para encontro de jovens.

Se isso, entretanto, não for possível, que sejam colocadas à disposição para fins culturais, como exposições ou concertos, ou mesmo restaurantes "honrados", observa Meisner, desde que respeitem o patrimônio do templo cristão.

"O confessionário não pode virar bar, nem o cálice pode ser usado para fins profanos", acrescenta Haunerland. Seu aproveitamento para discotecas, por seitas ou comunidades não-cristãs está descartado.

A paróquia que optar por vender a igreja em desuso não deverá ter problemas para encontrar interessados, acredita Martin Struck, responsável pelo departamento de obras e conservação de patrimônio do arcebispado de Colônia. "Os templos construídos antes da Segunda Guerra Mundial são imóveis bastante procurados", complementa.

Cada caso deve ser analisado antes de tomarmos uma decisão, explica o arcebispo Meisner, que complementa: "Será preciso também assegurar em cartório, no registro da venda, que o novo proprietário não pode passar o imóvel adiante sem uma consulta prévia às autoridades eclesiásticas".

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