1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Igreja Católica aprova maior integração de divorciados

Em relatório final de Sínodo sobre futura orientação da Igreja em relação à família, bispos defendem reintegração de divorciados casados novamente, porém, mantêm postura conservadora sobre homossexuais.

Bispos da Igreja Católica concordaram neste sábado (24/10) em uma maior integração para divorciados católicos que se casarem novamente, mas rejeitaram a adoção de uma linguagem mais acolhedora sobre homossexuais. As mudanças foram apresentadas no documento final do Sínodo sobre a futura orientação da Igreja Católica em relação à família.

De acordo com o documento, os "batizados que se divorciaram e voltaram a casar devem ser mais integrados nas comunidades cristãs, nas diferentes maneiras possíveis" e cita um chamado "foro interno", em que sacerdotes ou bispos podem decidir se católicos divorciados e novamente casados podem ser totalmente reintegrados à Igreja.

Atualmente, a Igreja não permite que divorciados casados novamente recebam a comunhão, com exceção, se houver abstenção de relações sexuais com o novo parceiro. Perante a doutrina católica, o primeiro casamento continua válido e o novo casal é visto como vivendo em pecado do adultério.

A única maneira possível para que esses católicos pudessem se casar novamente e participar ativamente na comunidade cristã era recebendo a anulação do casamento anterior.

Nenhuma mudança

Já com relação aos homossexuais, a Igreja manteve sua postura conservadora. O documento reafirmou que gays não devem sofrer discriminação na sociedade, mas também repetiu a posição de que "não há qualquer fundamento" para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e esse não deve ser comparado a uniões heterossexuais.

"Cada pessoa, independentemente da sua própria tendência sexual, tem de ser respeitada na sua dignidade e ser acolhida com respeito, para evitar qualquer sinal de injusta discriminação", assinala o documento.

Os bispos consideram ainda inaceitável que paróquias sejam pressionadas por organismos internacionais que "condicionam ajudas financeiras para países pobres à introdução de leis que incluam o casamento entre pessoas do mesmo sexo".

Depois de três semanas reunidos, os bispos aprovaram, por uma maioria de dois terços, o relatório que incita o uso do método do discernimento, a valorização por parte dos padres durante a confissão, porém, sem nunca invocar claramente o eventual acesso à comunhão de pessoas que a Igreja considera infiéis.

O Sínodo é um órgão consultivo que não tem o poder de alterar a doutrina da Igreja. O Papa é o árbitro final sobre qualquer mudança. No fim do Sínodo, Franciso criticou ultra-conservadores e disse que os líderes católicos devem enfrentar questões difíceis "sem medo, sem enterrar nossas cabeças na areia".

CN/lusa/rtr

Leia mais