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Mundo

Identidade dos separatistas no leste da Ucrânia é incerta

Acredita-se que há três unidades maiores de combatentes, mas informações sobre contingentes e lideranças das forças rebeldes oscilam. Infiltração de agentes de Moscou no conflito é tida por especialistas como certa.

Entre as várias questões suscitadas pela situação no leste da Ucrânia, a mais importante é: quem são os separatistas armados na região de Donbas. Segundo Oleksiy Melnyk, do Centro de Pesquisa Rasumkov, em Kiev, na zona industrial da Ucrânia Oriental estão ativos numerosos grupos armados.

Às vezes fica difícil distinguir quem é combatente da autoproclamada "República Popular de Donetsk" e quem pertence a uma gangue sem motivação política. "Porém o mais importante é que as pessoas decisivas, que causaram todo esse caos, aparentemente são membros do serviço secreto russo", afirma.

O comando da operação antiterrorismo do Exército ucraniano estima que até dois mil agentes secretos russos estejam atuando como sabotadores no país. Para tal, ocupariam posições de liderança, recrutando milicianos entre a população do leste ucraniano.

Nas lutas entre as tropas do governo e os separatistas pró-russos, centenas já perderam a vida. De acordo com o porta-voz da operação antiterror, Oleksiy Dimitrashkovsky, cerca de 5 mil habitantes da região se associaram aos agentes russos por convicção. Eles lutam ou em nome de um "Estado de Donbas" próprio, ou pela anexação à Rússia. Moscou rechaça acusações de Kiev.

Líderes separatistas em disputa

É difícil obter uma imagem objetiva e abrangente das forças que combatem do lado da "República Popular de Donetsk". De acordo com os dados publicamente disponíveis, com a imprensa e as indicações de informantes locais, atualmente três grandes unidades armadas se concentram na região de Donetsk.

Entre elas, o batalhão "Wostok" (Leste), com cerca de mil homens, é considerado o mais bem treinado militarmente. Seu comandante é Alexander Khodakovsky, antigo chefe das tropas especiais estatais Alpha em Donetsk. Ele declarou em entrevistas que, durante algum tempo, voluntários da Tchetchênia integraram seu batalhão. Jornalistas ucranianos afirmam que muitos veteranos de batalha da Ossétia também fazem parte dele.

Estima-se que a maior tropa armada separatista é a liderada por Igor Girkin (também conhecido como Igor Strelkov), que alega já ter trabalhado para o Serviço Federal de Segurança (FSB) russo. Após a libertação da localidade de Slaviansk pelas Forças Armadas de Kiev, Girkin transferiu seu quartel-general para a metrópole de Donetsk, capital da província homônima.

As informações sobre o contingente sob seu comando oscilam entre mil e 4 mil homens, de acordo com a fonte. Pedindo anonimato, um observador local revelou à DW que a maioria desses combatentes é de soldados experientes da Rússia, da península da Crimeia e da Transnístria. Suas armas, que proviriam da Rússia, incluem tanques de guerra e lança-granadas.

Diversos sites da "República Popular de Donetsk" alegam que Khodakovsky e Girkin se desentenderam, depois que este último abriu mão de Slaviansk e se declarou "supremo comandante militar de Donetsk". Como não estava disposto a entregar o poder sobre a cidade, Khodakovsky teria se transferido com sua tropa para a cidade vizinha de Makiivka.

Prorussische Seperatisten leisten Schwur auf die Republik Donezk 21.06.2014

Separatistas pró-russos prestam juramento à "República Popular de Donetsk"

"Exército Ortodoxo Russo"

A terceira força armada de peso na província de Donetsk, além do batalhão "Wostok" e da tropa de Girkin-Strelkov, é o assim chamado "Exército Ortodoxo Russo", associado a Pavel Gubarev, autoproclamado governador de Donbas.

Na imprensa da Ucrânia, quase não há informações a respeito dessa formação de combate. Segundo jornalistas russos, seria composta por 4 mil soldados. Porém, apoiando-se em fontes separatistas, um observador local afirmou à DW que ela só contaria com 500 homens.

O próprio Gubarev escreveu em redes sociais que o "Exército Ortodoxo Russo" é uma "forte tropa da República Popular de Donetsk", cujos integrantes lutam por convicção. O informante da DW – que prefere se manter anônimo por questões de segurança – desmente, porém: na verdade, trata-se de habitantes locais dos assentamentos de mineradores, sem emprego fixo.

"Eles não têm treinamento militar e costumam investir contra os arruaceiros – embora eles próprios não hesitem em fazer pequenos saques. Não possuem armas pesadas", relata o observador.

Além dessas três unidades, também atuam na província de Donetsk grupos armados menores. Porém pouco se sabe sobre eles e seus líderes.