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Brasil

Ianomâmis negam que tenha havido massacre na Venezuela

Declaração de líder ianomâmi e nova investigação feita pelo governo venezuelano descartam ocorrência de um massacre de indígenas por garimpeiros brasileiros. ONG também recua de acusação.

Índios ianomâmis que estão no centro de uma investigação sobre um possível massacre na Venezuela disseram a jornalistas e representantes do governo venezuelano que as mortes não aconteceram.

Também a ONG Survival International, de defesa dos direitos indígenas, disse acreditar, após "receber seus próprios testemunhos de fontes confiáveis", que o ataque não ocorreu, em nota publicada nesta segunda-feira (10/09).

A jornalistas, membros da comunidade ianomâmi negaram o suposto massacre. "Aqui ninguém matou niguém. Estamos todos bem", declarou um líder da tribo da serra Parima que se identificou como Massupi, segundo a agência de notícias Reuters.

O governo venezuelano, após conduzir nova inspeção no local da denúncia no último final de semana, reiterou nesta segunda-feira que não houve agressão nem ameaça contra os indígenas.

"Confirmou-se que não ocorreu nada. Acredito que está tudo resolvido e que não há mais nada a se discutir. É um grande alívio", disse o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, segundo a Agência Brasil, reforçando o posicionamento divulgado na semana passada.

O conflito

Em fins de agosto, índios ianomâmis alarmaram a comunidade internacional dizendo ter escapado de um massacre conduzido por garimpeiros brasileiros na região da Amazônia venezuelana. O ataque teria ocorrido no dia 5 de julho, deixando cerca de 80 vítimas e apenas 3 sobreviventes.

No dia 29 de agosto, o Ministério Público da Venezuela designou uma comissão para investigar a denúncia. O governo brasileiro colocou-se à disposição para auxiliar na investigação e emitiu pedido formal para que o governo venezuelano apurasse o envolvimento de brasileiros no suposto crime.

Em 3 de setembro, após primeiras inspeções, as autoridades venezuelanas consideravam improvável que o ataque tivesse de fato ocorrido. Nova investigação foi realizada no último final de semana, descartando novamente a denúncia.

O local onde teria ocorrido o massacre fica a 20 quilômetros da fonteira brasileira. A região é palco frequente de violentos confrontos entre indígenas, garimpeiros e extrativistas ilegais. Embora tenha retirado as acusações, a Survival International ainda considera possível que a denúncia tenha sido iniciada por algum incidente violento e afirma que o clima de tensão permanece na região.

HWC/rtr/abr
Revisão: Alexandre Schossler