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Mundo

Iêmen alcança cessar-fogo com rebeldes

Expectativa é que acordo ponha fim aos combates perto do palácio presidencial, que geraram temores de golpe de Estado por parte de grupo insurgente xiita.

O governo do Iêmen chegou a um acordo nesta segunda-feira (19/01) com o grupo insurgente xiita Houthi para pôr fim aos combates nos arredores do palácio presidencial em Sanaa, que fizeram observadores internacionais temerem um golpe de Estado no país.

O palácio do presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi é um dos últimos locais em Sanaa ainda sob controle do governo. O movimento Houthi ocupou a maior parte da capital em setembro e, desde então, têm avançado em áreas predominantemente sunitas no Iêmen central e ocidental.

Os houthis querem mais direitos para a comunidade zaidita, uma ramificação do xiismo. Aliados do Irã na disputa com a Arábia Saudita por uma maior influência na região, eles disseram que iriam "escalar a situação" se suas demandas por uma participação justa na nova Constituição não for atendida.

As batalhas de rua marcaram um novo revés para o Iêmen, assolado por divisões tribais, a insurgência separatista no sul e a ameaça representada por uma ramificação regional da Al Qaeda, de origem sunita.

Apesar do cessar-fogo, moradores disseram que a artilharia e tiros ainda podiam ser ouvidos vindo da direção da residência do presidente.

A jornalista Nadia Sakkaf, recém-nomeada ministra da Informação do país, disse que os houthis assumiram o controle da televisão estatal iemenita e da agência de notícias oficial Saba.

"Este é um passo em direção a um golpe de Estado e que tem como alvo a legitimidade do Estado" disse Sakkaf.

As negociações para estabelecer uma nova Constituição e encontrar um lugar para o braço político do movimento Houthi no governo do Iêmen estão em andamento desde setembro.

PV/ap/dpa/rtr

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