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Migração

Hungria retira cerca de arame farpado da fronteira com a Eslovênia

Depois de fechar passagem para a Sérvia, Budapeste "experimentou" com uma cerca provisória, nos limites com outro país vizinho. Governo Orbán teme que refugiados usem Eslovênia e Romênia como rotas para o oeste europeu.

O governo da Hungria comunicou neste sábado (26/09) que será retirada a controvertida cerca provisória de arame laminado em sua fronteira com a Eslovênia. Segundo o Ministério do Interior em Budapeste, só se tratou de um "experimento".

Na quinta-feira, sem aviso prévio, fora erguida nas proximidades da cidade de Tornyiszentmiklós uma cerca composta por três rolos superpostos do cortante arame laminado conhecido na Alemanha como "arame da Otan". Budapeste justificou a medida com a proximidade da Eslovênia à fronteira da Croácia.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já admitira, numa conversa em Viena com seu homólogo austríaco, Werner Faymann, que uma cerca na fronteira eslovena era problemática. Como o país vizinho pertence ao Espaço de Schengen, livre de controles de fronteira, lá também se poderiam montar bloqueios retiráveis em um dia, comentou.

Segundo a agência de notícias húngara MTI, ao mesmo tempo o governo mais do que duplicou os gastos para construção de cercas de fronteira. Depois de já ter investido o equivalente a 95 milhões de euros para esse fim, o governo teria disponibilizado outros 110 milhões de euros aos ministérios da Defesa e do Interior.

Desde que, em meados de setembro, o governo Orbán fechou com uma cerca os 175 quilômetros de fronteira com a Sérvia, muitos refugiados passaram a ingressaram na Hungria através da Croácia. A polícia federal informou que, apenas nesta sexta-feira, 8.200 migrantes entraram no país. Budapeste receia que também a Eslovênia e a Romênia sejam usadas como rota em direção ao oeste da Europa.

AV/dpa/afp/ap

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