Hungria diz que crise causada por lodo tóxico está sob controle | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.10.2010
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Mundo

Hungria diz que crise causada por lodo tóxico está sob controle

União Europeia (UE) enviará cinco especialistas à região atingida na Hungria. Países vizinhos estão em estado de alerta. Águas contaminadas do rio Danúbio deverão atingir Romênia a partir da próxima semana.

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Húngaro retira barro contaminado de sua casa

O chefe de governo da Hungria, Viktor Orban, disse nesta sexta-feira (8/10) que a situação em seu país está "sob controle", após uma reunião com seu colega de pasta da Bulgária, Boyko Borissov.

Enquanto isso, o ministro do Interior da Hungria, Sandor Pinter, anunciou que a União Europeia (UE) enviará cinco peritos ao país para controlar os índices de contaminação, após o rompimento do reservatório de uma fábrica de bauxita e alumínio na cidade de Ajka, a 160 quilômetros de Budapeste, na segunda-feira.

Mais de um milhão de metros cúbicos de lodo tóxico atingiram sete localidades próximas e se espalharam por rios – inclusive o Danúbio – que banham vários países europeus. O ministro romeno do Meio Ambiente, Laszlo Borbely, disse em Bucareste nesta sexta-feira que não há perigo de contaminação do território romeno através do rio Danúbio.

Ungarn Aluminiumfabrik Unfall NO-FLASH

Devecser foi uma das cidades atingidas pelo rompimento do reservatório

Espera-se que a parte contaminada do Danúbio, uma das vias fluviais mais importantes da Europa, atinja a Romênia a partir de segunda-feira, mas até lá a concentração das substâncias tóxicas estará abaixo do limite de perigo, disse o ministro. Um grupo de trabalho romeno composto por químicos e biólogos está analisando a qualidade da água a cada três horas.

Apesar das mensagens tranquilizadoras do governo, a organização ambientalista Greenpeace advertiu que a lama tóxica contém altos níveis de arsênio e mercúrio, que representam um risco de longo prazo ao ecossistema e à água potável. A entidade calcula que serão necessários vários anos para que os 40 mil hectares afetados possam voltar a ser utilizados para o cultivo.

RW/lusa/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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