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Mundo

Hospital dos EUA havia mandado paciente com ebola para casa

Homem havia informado enfermeira sobre recente viagem à Libéria, país mais afetado pela epidemia. Autoridades monitoram todos os que tiveram contato com o infectado nos últimos dias, incluindo cinco crianças.

O homem que foi diagnosticado nesta terça-feira (02/10) como o primeiro caso de infecção por ebola nos Estados Unidos havia buscado assistência num hospital de Dallas, no Texas, na quinta-feira da semana passada. Apesar de o paciente ter relatado que havia retornado recentemente da África Ocidental, ele não ficou em observação e foi enviado para casa com uma prescrição para tomar antibióticos.

Uma enfermeira havia perguntado sobre a viagem como parte da triagem do paciente e foi informada sobre a chegada recente da Libéria, o país mais afetado pela epidemia no oeste africano. "Infelizmente, a informação não foi devidamente comunicada entre as equipes", reconheceu Mark Lester, representante do hospital.

No domingo, o paciente retornou de ambulância ao mesmo hospital, onde foi internado. Especialistas afirmam que esse espaço de tempo de três dias foi uma oportunidade perdida para evitar que mais pessoas fossem expostas ao vírus.

Uma equipe de nove agentes de saúde está agora monitorando aqueles que tiveram contato próximo com o homem infectado após os primeiros sintomas da doença terem aparecido, na quarta-feira da semana passada.

Segundo as autoridades de saúde do Texas, de 12 a 18 pessoas tiveram contato com o paciente, incluindo três funcionários que auxiliaram no transporte na ambulância e cinco crianças. Após terem frequentado a escola normalmente no início desta semana, elas foram mandadas para casa e estão sendo monitoradas. Todos os que tiveram contato com o paciente ficarão em observação durante 21 dias, o período de incubação da doença.

O hospital não quis revelar o nome do infectado por respeito à privacidade, mas a irmã dele, Mai Wureh, identificou-o como sendo Thomas Eric Duncan, numa entrevista à agência de notícias AP.

De acordo com o The New York Times, Duncan, na faixa dos 40 anos, ajudou a transportar uma mulher grávida infectada pelo ebola para um hospital da Libéria, onde ela não pôde permanecer devido à falta de espaço. Duncan teria então ajudado a carregar a mulher de volta para casa, onde ela veio a morrer.

Quatro dias depois, ele retornou aos EUA. Ele entrou no país no dia 20 de setembro, após ter pegado um voo que saiu da Libéria e fez escala em Bruxelas. Como Duncan só apresentou os sintomas da doença em solo americano, as autoridades descartam que outros passageiros tenham sido infectados.

Ele é o primeiro paciente diagnosticado com ebola nos EUA, embora outros quatro já tenham sido tratados no país – três deles se recuperaram completamente e outro segue internado, sem que haja detalhes, porém, de seu estado de saúde.

O vírus já causou a morte de mais de 3.300 pessoas em Serra Leoa, Libéria, Nigéria, Guiné e Senegal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta é a pior epidemia de ebola da história.

LPF/rtr/ap

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