Horst Köhler é reeleito presidente da Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 23.05.2009
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Alemanha

Horst Köhler é reeleito presidente da Alemanha

Já no primeiro turno, o candidato conservador à presidência alemã foi reeleito com a maioria apertada dos votos da Assembleia Nacional. Horst Köhler voltou a lembrar da repercussão da crise nos próximos anos.

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Horst Köhler agradece sua confirmação como chefe de Estado

O presidente alemão, Horst Köhler, foi reeleito para o cargo por mais cinco anos. A Assembleia Nacional (Bundesversammlung) confirmou – já no primeiro turno e por maioria absoluta – o político de 66 anos na presidência. A candidata social-democrata, Gesine Schwan, não teve chances na votação realizada no Bundestag, com a participação de 1224 delegados.

Köhler conquistou 613 votos (a metade do total mais um); Schwan, 503; o candidato da Esquerda, Peter Sodann, 91; e o extremista de direita Frank Rennicke, 4. Houve dois votos nulos e dez abstenções. Após a apuração, o resultado foi anunciado pelo presidente do Parlamento, Norbert Lammert.

Köhler aceitou sua reeleição e agradeceu ter sido confirmado como chefe de Estado alemão. "Estou feliz de pensar nos próximos cinco anos e prometo a vocês, caros compatriotas, dar o melhor de mim". O presidente reiterou que o país se encontra em meio a uma crise que afeta todo o mundo.

"Temos muito trabalho pela frente, mas vamos dar conta. Na Alemanha, há ideias e iniciativa por toda parte. E um dia ainda diremos que aprendemos muito com esses tempos", declarou Köhler.

Presidente até 2014

Bundeskanzlerin Angela Merkel gratuliert dem alten und neuen Bundespräsidenten Horst Köhler

Merkel: 'Köhler é o presidente de que a Alemanha precisa'

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, parabenizou o chefe de Estado. Merkel se mostrou satisfeita com a reeleição de seu correligionário já em primeiro turno e declarou que "Köhler é o presidente de que a Alemanha precisa agora".

O presidente do Partido Liberal (FDP), Guido Westerwelle, afirmou que "este é um belo dia para a democracia". O presidente do Partido Social-Democrata, Franz Müntefering, parabenizou Köhler, mostrando ao mesmo tempo respeito pela candidata Gesine Schwan: "Com seu empenho, ela impulsionou o debate público nos últimos meses – e isso continua sendo seu mérito".

Horst Köhler, eleito pela primeira vez em 2004, recebeu o apoio da União Democrata Cristã (CDU), União Social Cristã (CSU) e do Partido Liberal. Seu segundo mandato na presidência alemã vai até 2014.

Prova de força para as eleições parlamentares

Bundespräsident Horst Köhler wiedergewählt

Gesine Schwan parabeniza seu concorrente

O político democrata-cristão era o favorito, mas – pelo fato de os conservadores deterem uma maioria apertada na Assembleia Nacional – a vitória era incerta. Para vencerem, os candidatos teriam que conquistar, no primeiro ou no segundo turno, pelo menos 613 dos 1224 votos. Köhler recebeu exatos 613 votos.

A facção conservadora da Assembleia Nacional é formada por CDU/CSU (497), FDP (107) e pela agremiação partidária Eleitores Livres (10). O SPD (418) e grande parte do Partido Verde (95) apoiaram Schwan. A Esquerda (89) decidiu votar no ator Sodann. Além disso, a Assembleia contou com 4 votos da extrema direita, composta pelo Partido Nacional Democrata da Alemanha (NPD) e pela União Popular Alemã (DVU), e com 3 votos de delegados apartidários.

A eleição presidencial alemã estava sendo avaliada como prova de força entre as facções políticas, diante das eleições parlamentares de setembro próximo. Caso Köhler tivesse perdido o pleito, seria de se esperar um debate sobre a capacidade de liderança da presidente do partido e chefe de governo alemã, Angela Merkel.

Para os liberais, cuja meta política é compor uma coalizão com os democrata-cristãos no governo federal, uma derrota de Köhler também teria sido um golpe duro. Uma eleição de Schwan com os votos do partido A Esquerda, caso tivesse acontecido, teria sido, para os conservadores, o indício de uma possível coalizão de centro-esquerda para o governo federal.

SL/dpa

Revisão: Soraia Vilela

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