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Alemanha

Hormônio em carne suína protagoniza novo escândalo

Fábrica belga aplicou hormônio em xarope de glucose, usado na produção de ração animal na Holanda. Um dos donos está preso. Sete mil leitões contaminados foram vendidos à Alemanha.

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Porcos, mais uma vez sob desconfiança dos consumidores

Mal da vaca louca, febre aftosa, uso de antibióticos e hormônios proibidos na criação de animais, ração contaminada. A seqüência de escândalos na indústria agropecuária européia parece não ter fim. Esta semana estourou mais um. Como já em outros casos, o fio da meada leva a uma empresa belga, propriedade de dois holandeses. Um deles foi preso na noite de sexta-feira.

Estabelecida em Aredonk, na fronteira da Bélgica com a Holanda, a Bioland aplicou, em maio, o hormônio MPA na produção de xarope de glucose. Análises de laboratório constataram a presença da substância. Apesar do uso de hormônios ser proibido na engorda de animais, toneladas do xarope foram vendidas a dois clientes na Holanda, fabricantes de ração para porcos. De acordo com o jornal flamengo De Morgen, também um fabricante de bebidas recebeu o xarope com hormônio.

Agora, mais de 40 criadores de porcos estão sob observação das autoridades holandesas. Na Bélgica, a fiscalização está de olho em seis estabelecimentos, que importaram 5500 leitões do país vizinho. No entanto, exames na carne não identificaram a presença de MPA. Órgãos de defesa do consumidor acreditam que a quantidade ingerida por cada animal é tão ínfima que não oferece riscos à saúde.

Alemanha não descobre paradeiro dos porcos

Cerca de 7,5 mil leitões, possivelmente contaminados pela ração com hormônio, foram exportados para a Alemanha. A maior parte para o estado da Renânia do Norte-Vestfália. No entanto, não se conseguiu ainda precisar o destino deles. Supõe-se que os animais já tenham sido abatidos e sua carne consumida. O rastreamento é difícil, pois não existe exigência legal de certificação de origem no comércio de carne suína, tal como há para a bovina, desde o escândalo da vaca louca.

Indignada, a secretária estadual de Defesa do Consumidor quer penas de prisão e multas mais rigorosas para casos como este. "Pessoas com potencial criminoso têm de ter medo de serem flagradas", diz Bärbel Höhn, do Partido Verde. Por sua vez, a Secretaria de Agricultura do estado da Baixa Saxônia revelou ter interditado uma unidade criadora de porcos, que recebeu 37 toneladas da ração contaminada.

Segundo jornais belgas, a empresa Bioland – que faliu no mesmo mês da irregularidade e nada tem a ver com a associação homônima de agricultura orgânica da Alemanha – não possui sequer autorização para produzir rações ou insumos para sua fabricação, apenas para reaproveitamento de resíduos da indústria de doces e lixo medicinal.