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Alemanha

Homens da Alemanha têm medo de constituir família

Estudo com mais de dez mil entrevistados confirmou o que se vê nas ruas: o desejo dos alemães de ter filhos é bastante moderado. Entre os fatores estão: pressão profissional, status social e falta de confiança no futuro.

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A Alemanha não é das crianças

Uma pesquisa da Fundação Robert Bosch revelou que "os homens da Alemanha estão com medo de construir famílias". Dentre eles, 25% não desejam crianças, e o mesmo se aplica a uma em cada sete mulheres. No Leste do país, a taxa é mais baixa: apenas uma entre dez não quer ter filhos.

O estudo se baseou nas respostas de 10.017 entrevistados. Segundo os responsáveis, ele é representativo até dos menores grupos populacionais do país.

Homens e mulheres também diferem quanto ao número de crianças que estão dispostos a ter. A média dos homens é 1,59, contra 1,75 entre as mulheres. Ambos os índices, contudo, ainda são mais altos do que a taxa de natalidade atual, de apenas 1,37 criança por mulher.

Sob pressão

Segundo Ingrid Hamm, diretora-gerente da Fundação Robert Bosch, uma outra razão para esse quadro é a pressão profissional e econômica reinante na Alemanha.

Após um longo período de estudos, as pessoas "têm que fazer tudo de uma vez só, entre os 30 e os 40 anos de idade: construir uma casa, seguir carreira e poupar para a aposentadoria". Hamm conclui: "Toda esta pressão acaba fazendo-as adiar os filhos para mais tarde, ou para nunca mais".

Kinderarmut: Nirgendwo sind mehr Familien von Sozialhilfe abhängig als in Neukölln

Circunstâncias avessas à reprodução

As mulheres também são confrontadas com uma perda de controle econômico sobre suas vidas, caso optem por um bebê. Essa perda é tão mais sensível num país próspero como a Alemanha.

Outro fator é a falta de fé no futuro. "Na Alemanha, perdemos o sentimento de que tudo acabará dando certo no fim. Os alemães tendem a se preocupar bem mais do que as outras pessoas", explica Ingrid Hamm.

Muitos filhos prejudicam status social

Ela chama a atenção para a diferença entre as duas metades do país. "Na antiga Alemanha comunista, as crianças estavam em todo o lugar. Tanto mães como pais trabalhavam, e as crianças do Leste cresceram com a imagem de que é possível ser progenitor e empregado, ao mesmo tempo."

Os entrevistados confirmaram que gostariam que o Estado criasse melhores condições para se iniciar uma família. Entre estas, consta um maior apoio financeiro, melhores esquemas de cuidado infantil (creches e jardins-de-infância) e mais empregos de meio expediente para os pais.

Hamm acrescenta que ter filhos é apenas um entre diversos valores na sociedade alemã, e não uma prioridade. Crianças não contribuem para o status, pelo contrário: famílias numerosas são vistas com olhos críticos, enquanto "é perfeitamente aceitável, do ponto de vista social, não ter filhos".

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