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Mundo

Homem mata nove em igreja de comunidade negra nos EUA

Jovem branco abre fogo em igreja episcopal em Charleston, na Carolina do Sul, em ataque descrito pela polícia como crime de ódio. Prefeito oferece recompensa por pistas sobre atirador.

Um homem branco armado abriu fogo na noite desta quarta-feira (17/06) numa tradicional igreja da comunidade negra da cidade de Charleston, na Carolina do Sul, e matou nove pessoas. O ataque foi descrito pelo chefe da polícia local, Greg Mullen, como um "crime de ódio". O atirador conseguiu fugir.

"É incompreensível que alguém na sociedade de hoje entre numa igreja enquanto as pessoas estão rezando e tire suas vidas", disse Mullen. "É certamente a pior noite da minha carreira. É uma tragédia para a cidade de Charleston."

O incidente na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel aconteceu por volta das 21h (horário local). Ao todo, dez pessoas foram baleadas. Oito morreram na hora, e uma, no hospital. A identidade das vítimas não foi revelada, nem o número exato de pessoas que estavam no local na hora do ataque.

O prefeito Joseph P. Riley Jr. anunciou que a cidade está oferecendo uma recompensa para pistas que levem à captura do atirador, descrito pela polícia como um homem branco, de 21 anos e "extremamente perigoso".

Horas depois, um grupo de líderes da igreja realizou uma entrevista coletiva improvisada, a alguns blocos do local do massacre. Tory Fields, membro da conferência de pastores da cidade, afirmou ter certeza se tratar de um crime racial.

"É claro que é racial", afirmou. "O que mais poderia ser? Um homem branco, entrando numa igreja afro-americana. Foi uma escolha: ele escolheu entrar na igreja e machucar aquelas pessoas."

A igreja é uma das mais antigas da comunidade negra nos Estados Unidos. O pastor, Clementa C. Pinckney, é legislador estadual.

RPr/ap/rtr/ots