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Mundo

Hollande reconhece impacto de testes nucleares na Polinésia Francesa

Presidente da França promete facilitar pedidos de indenização de moradores e manter compensação financeira para a Polinésia Francesa. Trinta anos de experimentos atômicos causaram danos à saúde e ao meio ambiente.

O presidente francês, François Hollande, reconheceu nesta segunda-feira (22/02) que os testes atômicos executados entre 1966 e 1996 na Polinésia Francesa tiveram impacto no meio ambiente e na saúde dos moradores da região.

"Eu reconheço que os testes nucleares realizados entre 1966 e 1996 na Polinésia Francesa tiveram um impacto ambiental e provocaram consequências para a saúde", declarou o chefe de Estado em Papeete, capital da Polinésia Francesa e localizada na ilha do Taiti.

Este reconhecimento era há tempos uma reivindicação das associações de defesa das vítimas e dos polinésios. Neste âmbito, o presidente francês anunciou uma revisão da forma de abordagem dos pedidos de indenização das vítimas – até agora, apenas 20 de cerca de mil requerimentos obtiveram sucesso.

Hollande, no entanto, também sublinhou a importância geoestratégica dos testes nucleares e reconheceu "solenemente" a contribuição da Polinésia. "Sem a Polinésia Francesa, a França não estaria dotada de armas nucleares e, portanto, de poder de dissuasão", afirmou.

Anteriormente, o presidente da Polinésia Francesa, Edouard Fritch, havia manifestado incompreensão por o arquipélago ainda "ter que lutar pelo reconhecimento da consequências humanas, sanitárias, ambientais e econômicas". Vários casos de câncer não região são atribuídos aos testes nucleares.

Mas o fim desses experimentos também trouxe danos às ilhas: no campo econômico, com a queda de receitas. Hollande se comprometeu em manter a ajuda financeira à Polinésia Francesa, que fora concedida pelo ex-presidente Jacques Chirac. A partir de 2017, o montante deve ser elevado para mais de 90 milhões de euros anuais.

Paris havia testado sua primeira bomba atômica na ex-colônia Argélia em fevereiro de 1960. Mas, após a independência do país africano, os experimentos tiveram prosseguimento nos atóis sob domínio da França, Moruroa e Fangataufa, no Oceano Pacífico Sul.

Em três décadas foram feitos 193 testes nucleares. Em 2010 entrou em vigor uma lei na França que prevê o reconhecimento e a compensação às vítimas desses testes. No entanto, o baixo número de aprovações de pedidos de indenização é alvo de críticas na Polinésia Francesa.

PV/lusa/dpa/afp

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