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Mundo

Hollande fala em vitória ampla e Sarkozy, em surpresa

Centrista François Bayron declara apoio a Hollande e socialista já fala em vitória ampla. Campanha eleitoral termina e Sarkozy acredita em "surpresa". Eleições já começaram em territórios franceses fora da Europa.

O candidato a reeleição na França, Nicolas Sarkozy, convocou os eleitores para uma mobilização nacional a fim de derrotar o adversário socialista François Hollande, que lidera as pesquisas de opinião. Sarkozy, que se apresenta como o "melhor capitão" em tempos de crise, diz que os franceses farão uma "escolha histórica" neste domingo (06/05).

O atual presidente tem repetido aos veículos de comunicação que o seu adversário vai conduzir a França a uma situação econômica semelhante à enfrentada pela Espanha, último país da zona do euro a ser engolido pela crise das dívidas. Sarkozy baseia sua campanha na defesa do que chama de "França Forte", prometendo proteger o país da crise através de corte de gastos, diminuição de encargos trabalhistas e redução da imigração legal pela metade.

Já o candidato socialista François Hollande se vê na iminência de ser o segundo presidente socialista da França desde 1958. Somente François Mitterand esteve à frente do governo francês no período. Hollande se coloca como o candidato da "justiça social", propondo medidas que promovam o crescimento econômico, a criação de empregos e investimentos em educação e inovação para amenizar a estratégia econômica austera implementada na Europa.

Alianças finais

Duas pesquisas de opinião na sexta-feira apontavam vantagem de Hollande sobre Sarkozy, com 53% contra 47% do atual presidente. Analistas acreditam que o fator de desequilíbrio pode ser a preferência dos eleitores da candidata de direita Marine Le Pen e do centrista François Bayron. Cerca de 46 milhões de eleitores estão registrados para participar do segundo turno.

Caso perca as eleições, Sarkozy será o segundo presidente da história do país a não conseguir ser reeleito. Nesta reta final, o atual presidente luta para conquistar votos da direita e dos centristas. Hollande, por sua vez, tem apoio quase unânime de outros líderes de esquerda e foi surpreendido com a simpatia do líder centrista François Bayron, que negou aliança a Sarkozy.

French far-right leader and National Front Party candidate for the presidential elections Marine Le Pen gestures after the first round of presidential elections, Paris, Sunday, April 22, 2012. (Foto:Jacques Brinon/AP/dapd) // Eingestellt von wa

Sarkozy conta com votos de Le Pen (foto) para uma "virada"

O posicionamento de Bayron ao lado de Hollande na fase final de campanha é mais um fato histórico no pleito francês. Nunca antes um centrista apoiara um socialista no segundo turno. Mesmo com um cenário desfavorável, Sarkozy repete, na véspera da votação, que acredita em uma surpresa. O atual presidente declara na mídia francesa que é muito cedo para comentar o resultado das urnas.

Último esforço

Na sua última aparição na televisão antes do pleito, ainda na sexta-feira, Sakozy enfatizou os efeitos da crise financeira nos países do sul do continente. "Eu quero proteger a França desta catástrofe", disse o candidato à reeleição. Hollande, por sua vez, apresenta-se cada vez mais confiante e disse a rádio francesa RTL que quer "uma vitória ampla".

A votação já começou neste sábado nas ilhas francesas de Saint-Pierre e Miquelon, próximo à costa canadense. As ilhas caribenhas de Guadalupe e Martinica e a Guiana Francesa, na América do Sul, são outros territórios que começaram a votação antecipadamente devido à diferença de fuso horário com Paris. No total, 900 mil eleitores foram autorizados a votar neste sábado.

MP/ap/rte/afp/dpa
Revisão: Francis França

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