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Mundo

Hollande anuncia que vai renegociar pacto fiscal europeu se eleito

Candidato socialista defende a criação de títulos comuns da dívida e adoção de medidas que estimulem o crescimento da economia. Pacto fiscal foi assinado em março por 25 países da União Europeia.

O candidato socialista francês, François Hollande, anunciou nesta quarta-feira (25/04) que, se for eleito presidente em 6 de maio, vai propor quatro alterações ao atual pacto de ajuste fiscal e orçamentário da União Europeia (UE), incluindo a criação de obrigações europeias comuns, os eurobonds.

"No dia seguinte ao escrutínio, se tiver sido eleito, vou endereçar um memorando aos chefes de Estado [da UE] sobre a renegociação do tratado" de estabilidade orçamental, afirmou Hollande a jornalistas em Paris.

Em seguida, detalhou quatro propostas desse memorando: criação de eurobonds, "não para mutualizar as dívidas, mas para o financiamento de grandes projetos industriais de infraestrutura"; libertação de recursos do Banco Europeu de Investimento; criação de uma taxa sobre transações financeiras; e mobilização de fundos estruturais europeus que atualmente estão inutilizados.

O pacto de disciplina orçamentária impõe novas regras de disciplina financeira aos países da UE e foi assinado em março por 25 dos 27 países-membros. Apenas o Reino Unido e a República Tcheca ficaram de fora. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, foi uma das principais defensoras do pacto fiscal.

Hollande ainda aproveitou a presença dos jornalistas para elogiar as palavras do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que disse que o pacto orçamentário deve ser complementado por um pacto para o crescimento. O socialista francês fez da renegociação do pacto orçamentário e de uma política econômica menos alinhada com as exigências de austeridade fiscal da Alemanha prioridades da sua campanha.

Ele foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição, no domingo passado, com 28,6% dos votos, ficando à frente do atual presidente, Nicolas Sarkozy. As pesquisas mais recentes preveem a vitória de Hollande no segundo turno.

AS/lusa/afp/ap
Revisão: Roselaine Wandscheer

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