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Cultura

Hitita, o povo dos mil deuses, é tema de exposição em Bonn

Pela primeira vez, 160 objetos do antigo império dos hititas deixam a Turquia para serem mostrados no exterior.

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A escrita cuneiforme dos hititas

O povo hitita praticamente caiu no esquecimento, apesar de mencionado na Bíblia, ter dominado um território incomum em extensão e criado um sistema legal avançado para a época.

A Galeria de Arte (Bundeskunsthalle) de Bonn resolveu resgatar a história e está mostrando 160 objetos da cultura hitita, trazidos de 16 museus arqueológicos turcos. Devido ao alto nível de importância, a exposição "O povo dos mil deuses" teve seu encerramento prorrogado para 28 de junho próximo.

Entre os destaques da mostra, estão objetos com escrita cuneiforme, na maioria de conteúdo religioso. Os deuses de povos amigos ou inimigos derrotados na guerra eram incorporados na própria cultura. Fazia parte das cerimônias de oferenda dos hititas, por exemplo, derramar bebidas nos altares, diante de imagens de deuses.

Estas bebidas eram derramadas em jarros de barro ricamente decorados, que também fazem parte da mostra. Muitos jarros foram moldados na forma de rostos ou em forma de animais.

O peculiar em muitos objetos é que o barro foi recoberto com um mineral que dá uma aparência de cobre. O barro também foi usado pelos hititas na elaboração de um complicado sistema de canalização de água potável.

Sistema legal

As últimas traduções da escrita cuneiforme do império Khatti trouxeram à tona um dos aspectos culturais mais interessantes desta civilização, o sistema legal. O Direito hitita reflete uma sociedade de base urbana e requintada, onde o rei era o senhor absoluto.

Os preços de alimentos e artigos de luxo eram regulados minuciosamente, e as terras, doadas em retribuição a serviços militares prestados. A legislação penal era bem mais avançada do que a dos outros povos da Mesopotâmia.

O armistício da Batalha de Kadesch, em 1285 a.C., entre Ramsés II e Hattusili III, é considerado um dos mais antigos acordos de paz do mundo. Uma cópia pode ser vista no prédio das Nações Unidas, em Nova York, como símbolo da paz.

A dinastia Hatti esteve no poder entre 2600 e 1180 a.C. Depois de muitas pesquisas e escavações, a antiga capital, Hattusa, a cerca de 150 quilômetros de Ancara (Turquia) foi proclamada patrimônio da humanidade pela Unesco, em 1986. Com quase dois quilômetros quadrados (maior que Tróia), ela é uma das maiores ruínas da Antigüidade hoje existentes.

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