Hillary Clinton diz que Assad perdeu a legitimidade e não é indispensável | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 12.07.2011
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Mundo

Hillary Clinton diz que Assad perdeu a legitimidade e não é indispensável

Estados Unidos elevam as críticas ao regime de Bashar al-Assad, presidente da Síria, enquanto França e Alemanha defendem resolução do Conselho de Segurança contra o país árabe.

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Clinton: "Não fizemos nada para que Assad ficasse no poder".

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira (11/07) que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, perdeu a legitimidade após quatro meses de violência em seu país e que ele não é indispensável para os Estados Unidos.

A declaração sinaliza um endurecimento da posição dos EUA em relação à Síria e veio poucas horas depois de a embaixada norte-americana em Damasco ter sido atacada por manifestantes favoráveis a Assad. Os manifestantes se voltaram também contra a embaixada da França.

Clinton condenou os ataques e disse que o governo americano não acredita que Assad vá cumprir com suas promessas de reformas na Síria. "Da nossa perspectiva, ele perdeu legitimidade. Ele falhou no cumprimento das promessas que fez, ele procurou e aceitou ajuda dos iranianos para reprimir o seu povo", declarou Clinton em Washington.

"O presidente Assad não é indispensável e não fizemos absolutamente nada para que ficasse no poder", afirmou a chefe da diplomacia norte-americana, acrescentando que o objetivo dos EUA "é que a vontade de transformação democrática do povo sírio se concretize".

Conselho de Segurança

UN-Vollversammlung in New York - Westerwelle

Westerwelle é favorável a uma resolução da ONU

O governo da França pressiona o Conselho de Segurança das Nações Unidas para se posicionar em relação ao regime Assad. O primeiro-ministro francês, François Fillon, declarou nesta terça-feira que o silêncio do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria se tornou insuportável e que Assad ultrapassou todos os limites.

"A França propôs com outros países uma resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que está bloqueada pela Rússia e pela China", frisou Fillon em declarações à rádio Europe 1, citadas pela agência de notícias AFP.

A Alemanha, que no momento preside o Conselho de Segurança, também exigiu que o órgão condene a violência empregada por Assad contra os opositores do seu governo. O ministro alemão do Exterior e vice-chanceler, Guido Westerwelle, disse nesta segunda-feira, em Nova York, que é a favor de uma resolução do órgão. As Nações Unidas, disse Westerwelle, devem ter uma posição clara sobre o regime Assad.

Ataques a embaixadas

Manifestantes pró-regime atacaram nesta segunda-feira as embaixadas dos Estados Unidos e da França em Damasco, deixando três pessoas feridas. O ataque foi um em protesto contra as visitas dos embaixadores norte-americano e francês à cidade rebelde de Hama, segundo fontes oficiais e testemunhas.

No ataque à embaixada de França, segundo um jornalista que estava no local, vidros foram partidos, bandeiras da Síria foram colocadas nos muros do prédio e um veículo foi danificado.

Os manifestantes também provocaram estragos na embaixada dos Estados Unidos, mas nenhum funcionário ficou ferido, segundo fonte oficial citada por agências internacionais.

AS/afp/rtr/lusa/dapd
Revisão: Nádia Pontes

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