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Camarote.21

Helena Coelho

A jornalista coordena e apresenta o Camarote.21. Helena vê o programa da DW Brasil como uma ponte entre diferentes culturas.

Natural de Porto Alegre, Helena Wöhl Coelho viajou pela primeira vez à Alemanha aos 10 anos de idade. "Meus pais foram fazer o doutorado e levaram toda a família junto. Mais do que minha primeira vez no exterior, essa foi também a minha primeira experiência de choque cultural. Passamos três anos em um campus para bolsistas estrangeiros com gente do mundo todo – gente de países que, na época, eu nem sabia que existiam. Tive contato com muçulmanos, conheci refugiados de minorias étnicas e religiosas. Entendi que coisas que eu julgava naturais podiam ser estranhas, e até ofensivas, para outras culturas, e vice-versa."

Naquela época, seus conhecimentos de alemão se resumiam a Hallo e Wie geht´s, mas Helena logo entendeu que saber se comunicar ia além dos livros de gramática. "Lembro que minhas primeiras amizades foram crianças da Zâmbia, Índia e Ucrânia que falavam tanto alemão quanto eu. Conversávamos em uma espécie de língua improvisada. Aprendíamos palavras no idioma das outras e, de algum jeito, funcionava. Acho que daí surgiu meu interesse pela comunicação e a curiosidade por conhecer e compreender outras culturas."

E a curiosidade virou profissão: de volta ao Brasil, Helena estudou Jornalismo na UFRGS, trabalhou na TVE-RS e no Grupo RBS e voltou para a Alemanha em 2011 para fazer o mestrado em Comunicação Intercultural. Durante os estudos de mestrado, fez um estágio na DW, o que lhe rendeu o convite inicial para trabalhar na produção e reportagem do Camarote.21. Hoje ela coordena e apresenta o programa.

Para a jornalista, trabalhar no programa de cultura da DW Brasil une a sua paixão pela comunicação com outra talvez até mais antiga: a arte. Em meio a uma família de artistas, Helena cresceu fazendo teatro, música e dança. E apesar de até cogitar seguir a carreira artística, encontrou o seu caminho no jornalismo cultural. "Vejo o Camarote.21 como uma ponte, uma janelinha que expande horizontes e mostra formas criativas de se ver e construir o mundo. Acredito que quem se abre a outras culturas – mostradas no nosso caso por um viés artístico – e desenvolve a curiosidade e a coragem de repensar a normalidade se torna uma pessoa melhor para si e para o mundo. Acho que incentivar esse processo é o meu papel como jornalista."