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Economia

Hartz IV encontra pouca resistência

Onda de protestos contra a implementação das reformas do mercado de trabalho foi bem mais fraca do que o esperado. Sindicatos rejeitam ocupação de repartições públicas.

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Poucos desempregados saíram às ruas para protestar

Com cartazes e estandes de informação, algumas dezenas de desempregados prostestaram, nesta segunda-feira (03/01), nas principais cidades alemãs contra os cortes no seguro-desemprego. Ao todo, estavam previstas manifestações em mais de 80 cidades contra a entrada em vigor do pacote de reformas Hartz IV (veja explicação em link abaixo).

O número de manifestantes foi bem inferior ao das demonstrações anti-reformas do verão passado. A polícia contou 50 participantes em Leipzig, 80 em Frankfurt, 50 em Munique e apenas 20 em Stuttgart. Nestas cidades as manifestações transcorreram pacificamente.

Em Hamburgo, porém, cerca de 100 desempregados ocuparam um posto da Agência Federal do Trabalho (comparável a uma Delegacia Regional do Trabalho no Brasil). Em Berlim, onde cerca de 270 mil pessoas são diretamente atingidas pelas reformas, houve empurra-empurra entre "autônomos" e policiais.

Sob o slogan "Trabalho em vez de cortes", cerca de 100 pessoas protestaram contra o pacote Hartz IV em frente ao edifício-sede da Agência Federal do Trabalho em Nurembergue, que estava cercado por um cordão policial, para evitar invasões.

Endereço errado

O Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços (Ver.di) e a Associação dos Funcionários da Agência Federal do Trabalho (BA) rejeitaram os protestos. "As agências do trabalho e seus funcionários são os endeços errados", disse Karl Obermann, diretor do Ver.di.

O deputado federal Klaus Brandner (SPD), perito em mercado de trabalho, disse que o início das reformas foi "um bom dia para o país. Ninguém precisa se preocupar. Todos receberão seu dinheiro."

Falha técnica

Devido a um defeito de computação, haviam sido enviados aos bancos números errados das contas bancárias de 1,8 milhão dos 2,8 milhões de requerentes do novo seguro-desemprego (ALG II), que elimina o pagamento paralelo de um auxílio social para desempregados de longo prazo. "Este erro será corrigido através de cheques e descontos", disse Brandner.

Ele também garantiu que, "se for comprovado que a lei não é eficiente, ela será aperfeiçoada o mais rápido possível". O vice-presidente da Agência Federal do Trabalho, Heinrich Alt, mostrou-se satisfeito com o início das reformas. "Não houve a esperada corrida às agências. O movimento é quase normal", disse.

Segundo o presidente da Associação das Prefeituras Alemãs, Gerd Landsberg, não há motivo para pânico. "Não se pode faler em caos; em 95% dos casos, o pagamento ocorre sem problemas. No restante, ajudamos sem burocracia", disse.

Schröder x Clement?

O chanceler federal alemão Gerhard Schröder provocou uma polêmica ao dizer, no fim de semana, que "a responsabilidade pela implementação da reforma do mercado de trabalho cabe ao ministro da Economia, Wolgang Clement". Ele teria de apresentar relatórios semanais sobre o assunto nas reuniões de gabinete. A imprensa alemã havia interpretado a declaração como sinal de que Schröder estaria se distanciando do ministro, versão que foi imediatamente desmentida pelo governo.

Clement lamentou que, por causa de um defeito de software, cerca de 150 mil pessoas não tenham recebido o pagamento em dia. Ele disse também que, devido à fusão do seguro- desemprego com o auxílio social, estatisticamente, o número de desempregados deve aumentar em janeiro de 2005. Até 2010, no entanto, ele espera uma redução à metade da atual taxa de desemprego de 10,3% (cerca de 4,5 milhões de desempregados).

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