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Economia

Hartz encaminha demissão à Volkswagen

O escândalo de corrupção na montadora atingiu uma das maiores estrelas da empresa: o estreito colaborador do governo Schröder e diretor de Recursos Humanos, Peter Hartz, encaminhou sua demissão ao conselho fiscal.

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Hartz não explicou os motivos do seu pedido de afastamento

A Volkswagen divulgou nota nesta sexta-feira (08/07)

informando sobre o pedido de demissão, mas não deixou claro quais são os motivos que levaram o diretor de Recursos Humanos a solicitar seu afastamento. Segundo a empresa, o conselho fiscal ainda não decidiu se aceitará o pedido de demissão.

Suspeitas de corrupção

A pressão sobre Hartz se intensificou nos últimos dias com as suspeitas de que ele estaria envolvido em supostos casos de corrupção na empresa. Ele é um dos mais conhecidos empresários alemães e colaborador do governo de Gerhard Schröder. Hartz foi o responsável pela reforma do mercado de trabalho implementada pelo governo e que leva o nome dele.

Segundo matéria publicada esta semana pelo jornal Financial Times Deutschland, Hartz teria colocado um orçamento generoso à disposição do conselho de fábrica e negligenciado o controle dos gastos. Ele negou que a diretoria tenha tentado "comprar" integrantes do conselho de fábrica, o órgão que representa os trabalhadores da empresa.

A Volkswagen divulgou nota confirmando a existência do orçamento e afirmando que ele é legal e permite que o conselho tenha meios para cumprir seu trabalho.

Viagens ao Brasil

Notícias divulgadas anteriormente pela imprensa alemã afirmavam que integrantes do conselho de fábrica participaram de "viagens de lazer" para vários países, incluindo o Brasil, na companhia de prostitutas. A Volkswagen teria pago as contas.

O ex-presidente do conselho, Klaus Volkert, pediu seu afastamento no último dia 30 após mais de dez anos no cargo. Desde então, há cada vez mais acusações de que Hartz e Volkert estariam envolvidos no escândalo de corrupção.

Na última quarta-feira, o advogado e político do partido FDP Wolfgang Kubicki – que defende um ex-integrante da diretoria da Volkswagen acusado de participar do suposto esquema de corrupção –, afirmou que seu cliente agiu sob exclusiva orientação de Hartz.

Segundo Kubicki, o ex-funcionário era responsável por organizar viagens para os integrantes do conselho de fábrica e providenciar o bem-estar dos contemplados.

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