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Esporte

Hamburgo luta contra crise após 14 jogos sem vitória

Mesmo contando com estrelas como Sorin, da seleção argentina, o time do norte da Alemanha não consegue repetir o bom desempenho da temporada passada. E luta para deixar a zona de rebaixamento da Bundesliga.

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Há muito o Hamburgo do meia Van der Vaart não tem o que comemorar. O time prossegue na zona de rebaixamento da Bundesliga

Uma incrível combinação de maus resultados e falta de sorte trouxe o Hamburgo da lista de clubes que disputariam o título da Bundesliga para uma realidade bem diferente, a zona de rebaixamento. Uma situação inesperada, especialmente para uma equipe que na temporada 2005/2006 brigou pelo título do Campeonato Alemão e, terminando em terceiro, garantiu o direito de disputar uma vaga na cobiçada Liga dos Campeões.

A derrota em casa diante do Schalke no último sábado (14/10), por 2 a 1, foi a 14ª partida consecutiva sem vitória do Hamburgo, incluindo os sete jogos da equipe na competição nacional. A última vitória ocorreu há mais de cinco meses, em 2 de maio, pela Bundesliga – um minguado 1 a 0 contra o rebaixado Colônia.

O meio-campo Rafael van der Vaart encabeça uma lista de jogadores lesionados, enquanto David Jarolim tornou-se o sétimo jogador a ser expulso durante o jejum de vitórias. Para completar a agonia, no sábado, contra o Schalke, o atacante Boubacar Sanogo desperdiçou um pênalti que teria evitado outra derrota.

"Estamos com a maior onda de azar imaginável, aliada à burrice (em referência ao número de cartões vermelhos)", disse o diretor de esportes do clube, Bernd Hoffmann. O Bild am Sonntag (jornal semanal ligado ao Bild, publicado aos domingos) elaborou algumas explicações para a crise do Hamburgo, rotulando o clube como "bagunçado".

Mesmo com a contratação de grandes jogadores, o Hamburgo voltou ao nível em que estava há dois anos, quando o Thomas Doll foi contratado como técnico para o lugar de Klaus Toppmöller (hoje treinador da Geórgia).

Por enquanto, Doll ainda é o técnico

Doll tirou a equipe de um incômodo último lugar na tabela e terminou a temporada 2005/2006 da Bundesliga na terceira colocação. Ele ainda tem esse trunfo a seu favor e, ao menos por enquanto, a diretoria do Hamburgo afirma não estar procurando um substituto para o cargo. "Thomas Doll foi fantástico no ano passado e eu acredito que ele tem um plano para a situação atual. Vejo um cenário no qual nós teríamos de tomar uma atitude", disse Hoffmann.

Entretanto, como é de costume no futebol, a diretoria do clube pode optar por mudanças caso a equipe não obtenha sucesso a curto prazo, inclusive nas partidas contra o Bayer Leverkusen, no próximo domingo (22/10), e em casa frente ao Hannover (28/10). Doll, por sua vez, tem defendido seu time apesar dos maus resultados. "Realmente dói estar tão abaixo na tabela de classificação, mas precisamos aprender com isso para buscar uma reabilitação", declarou o técnico.

Um time com qualidade para reagir


Dada a qualidade do time, que conta com jogadores do calibre de Van der Vaart, do lateral Juan Pablo Sorin, do meia Nigel de Jong e do zagueiro Vincent Kompany, o Hamburgo poderia estar disputando o título.

Apesar da situação lamentável em que se encontra, não é impossível para o Hamburgo se recuperar e se aproximar dos líderes da Bundesliga. Isso porque o campeonato está bastante equilibrado e os comandados de Thomas Doll estão apenas oito pontos atrás dos líderes Werder Bremen, Bayern de Munique e Schalke.

Doll tem apelado para que seus jogadores se cuidem em relação aos cartões vermelhos. "Temos de terminar uma partida com 11 jogadores em campo", reclamou. O meia Piotr Trochowski acredita que apenas uma vitória pode mudar completamente o ânimo da equipe. "Precisamos vencer para ganhar confiança, por isso devemos derrotar o Leverkusen", comentou Trochowski.

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