Hamburgo inaugura cemitério para torcedores perto do estádio | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 10.09.2008
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Esporte

Hamburgo inaugura cemitério para torcedores perto do estádio

Local tem espaço para até 500 sepulturas. Enterro inclui execução do hino, caixão com o escudo do clube e terra do estádio. Para o ex-jogador Uwe Seeler, trata-se de um exagero.

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Caixão com o escudo e as cores do clube é opção para os fanáticos pelo Hamburgo

"Hamburg forever and ever" é um grito tradicional da torcida do clube do norte alemão. Agora os torcedores hamburgueses têm a chance de mostrar que o bordão não é pura retórica. Nesta terça-feira (09/09), o Hamburgo se tornou o primeiro clube europeu a inaugurar um cemitério para seus torcedores, e ainda por cima ao lado do estádio.

"De lá é possível até acompanhar o resultado dos jogos", brinca o diretor Christian Reichert, responsável pelo relacionamento do clube com os seus torcedores. Segundo ele, o primeiro sepultamento está programado para os próximos dias. O clube não terá lucro com a iniciativa, já que todo o dinheiro obtido será destinado à manutenção do local, explica Reichert.

Enterro com honrarias

Deutschland Fußball HSV Friedhof in Hamburg Grabschmuck

Decoração: chuteiras feitas de grama e arranjo de flores

O Grabfeld HSV (Campo Sepulcral HSV, como o local é oficialmente conhecido) é na verdade uma ala do cemitério de Altona e possui várias referências a um estádio de futebol. Na entrada há um gol de concreto e a grama do local vem do estádio do Hamburgo.

Os torcedores podem também encomendar um enterro com todas as pompas: execução do hino do clube, bandeira e um caixão com o escudo do Hamburgo. Nesse caso, a terra que cobrirá a sepultura também virá do estádio. Os custos não são baixos. Um caixão do clube custa 2.350 euros. A alternativa mais em conta é uma pequena urna funerária por 370 euros.

Uwe Seeler: exagero

Deutschland Fußball HSV Friedhof in Hamburg Mustergrab

Modelo de sepultura é exibido no novo cemitério do Hamburgo

A iniciativa não é inédita. O Boca Juniors, da Argentina, foi o pioneiro nos cemitérios para torcedores. "Infelizmente eles chegaram antes. Mas o cemitério deles é na entrada da cidade. O nosso é ao lado do estádio", pondera Reichert.

Entre 300 e 500 fanáticos poderão ter sua última morada no local, dependendo de quantos optarem pelo enterro com caixão ou em pequenas urnas. Segundo o clube, já há cerca de 20 pedidos. Quem não quer de jeito nenhum um lugar no cemitério do Hamburgo é a maior lenda da história do clube, o ex-atacante Uwe Seeler, de 71 anos. "Se houver torcedores que o desejam, por mim tudo bem. Mas talvez isso seja um pouco de exagero."

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